A depressão Kristin causou mais de quatro mil ocorrências e 24 estradas ou autoestradas têm ainda o trânsito condicionado, avançou o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Entre as 4.183 ocorrências, que foram registadas entre as 00:00 e as 14:00 de hoje, a maioria está relacionada com a queda de árvores.
Movimento de massas, quedas de estruturas, inundações e limpezas de vias foram outras das ocorrências registadas pela ANEPC.
No ‘briefing’ que decorreu na sede da ANEPC, em Carnaxide (Oeiras), José Manuel Moura explicou que o número de ocorrências vai aumentar, uma vez que o último balanço foi feito às 14:00.
Durante a depressão Kristin, foram ativados dois planos distritais – de Coimbra e de Castelo Branco – e foram ativados 22 planos municipais de emergência da Proteção Civil, acrescentou o presidente da ANEPC.
Para já, tal como já tinha sido anunciado, o estado de prontidão especial foi prolongado até às 23:59 de hoje.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.