Portugal

Mau tempo: 1.700 clientes sem energia elétrica às 16:00

Notícias de Coimbra com Lusa | 34 minutos atrás em 27-01-2026

Cerca de 1.700 clientes estavam sem energia elétrica às 16:00, em consequência das condições meteorológicas adversas que se fizeram sentir na última noite, uma diminuição face ao anterior balanço da E-Redes, segundo informação da empresa.

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De acordo com informação enviada pela E-Redes à agência Lusa, Bragança, Leiria e Portalegre são os distritos mais pressionados.

No balanço anterior, feito às 11:30, dez mil clientes estavam sem eletricidade, a maioria nas regiões centro e norte litoral.

A E-Redes, empresa do grupo EDP que opera as redes de distribuição de energia em Portugal continental, informa que tem 400 operacionais no terreno e que reforçou “todas as equipas” para enfrentar “eventuais agravamentos no impacto na rede de distribuição”.

Hoje, em conferência de imprensa, a Proteção Civil alertou para o impacto que a passagem de uma nova depressão, Kristin, poderá ter nas redes de distribuição, tendo sugerido que fornecedores e distribuidoras reforcem os operacionais e elevem o seu estado de prontidão.

O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Cívil, José Manuel Moura, antecipa que a passagem da nova depressão “vai afetar sobretudo a vulnerabilidade das redes” de transportes, elétrica, etc., apelando à população que garanta “adequada fixação de estruturas soltas”.

A depressão Kristin passará por Portugal na próxima madrugada, com maior impacto entre as três e as seis da manhã, acompanhada de vento muito intenso, podendo as rajadas atingir os 140 quilómetros por hora.

A Proteção Civil decidiu elevar o estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face à nova depressão meteorológica que atravessará Portugal na próxima madrugada.

O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, será a zona de maior risco à passagem de Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) qualificou como “ciclogénese explosiva”, termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva.

Em contacto com terra, a ciclogénese explosiva “tem um potencial de estrago, de dano muito significativo, num curto espaço de tempo”, alertou José Manuel Moura.

O estado de prontidão de nível 4 mobiliza os dispositivos de resposta até 100%, “num prazo de 12 horas”, adiantou, reconhecendo que aguardam um “fenómeno complexo” e “com potencial destrutivo muito significativo”.