Crimes
Matou as mães dos filhos: O rasto de 1100 km de puro terror que antigo polícia deixou de França a Portugal
O antigo polícia francês Cédric Prizzon está detido após ter assassinado em Portugal a sua ex-mulher, Audrey Cavalié, de 40 anos, e a atual companheira, Angela Legobien, de 26 anos, que, segundo a investigação, terá participado no sequestro da ex-mulher em França.
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O caso foi desvendado pela Polícia Judiciária da Guarda, em cooperação com a GNR, num processo que revelou planeamento meticuloso e uma sucessão de crimes violentos.
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De acordo com os primeiros elementos da investigação, citados pelo Correio da Manhã, Cédric Prizzon tinha perdido a guarda do filho de 13 anos, em comum com Audrey, o que terá motivado o rapto da mãe e da criança. Angela, mãe de uma bebé de um ano e meio do assassino, terá ajudado a manter Audrey calma durante a viagem de furgão até Portugal. Tudo se terá descontrolado na Serra da Nogueira, em Bragança, onde Cédric matou primeiro Audrey na presença de Angela, que posteriormente também acabou morta, aparentemente por estrangulamento, utilizando força e possivelmente um “mata-leão”.
O único testemunho credível é o do filho de 13 anos, que descreveu partes do plano do pai, incluindo a obrigatoriedade de vigiar os enterros dos corpos num terreno arenoso. Os corpos foram enterrados juntos a cerca de dez metros da estrada, numa zona remota da serra. A criança e a irmã bebé de 18 meses seguiram viagem no furgão até serem encontrados pela GNR em Mêda, que salvou os menores. Cédric Prizzon foi detido com 17 mil euros, documentos e matrículas falsas, tendo revelado às autoridades a localização dos corpos, descreve o mesmo jornal.
Durante o primeiro interrogatório no Tribunal de Vila Nova de Foz Côa, o suspeito tentou apresentar-se como vítima do sistema francês, das mulheres e das circunstâncias. Foi colocado em prisão preventiva, enquanto o processo segue no Ministério Público.
A investigação mostra que o sequestro foi planeado ao pormenor, com Cédric a preparar mantimentos e dinheiro nos meses anteriores e a percorrer mais de 1.100 km por estradas secundárias em França, Espanha e Portugal, evitando controlos policiais. A viatura de Audrey Cavalié foi encontrada a cinco quilómetros da sua casa, numa estrada secundária, levantando suspeitas de que a mulher terá sido atraída para o local sob ameaça.
Os corpos foram descobertos na quarta-feira e transportados para o Instituto de Medicina Legal, aguardando autópsia para confirmação da causa da morte e posterior entrega às famílias em França. As primeiras análises indicam estrangulamento, mas o exame médico-legal será determinante.
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