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Política

Marta Temido fala em “momentos de arrependimento” em relação à interrupção da Linha da Lousã (com vídeos)

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Em entrevista ao Notícias de Coimbra, Marta Temido, candidata pelo Partido Socialista (PS) às Eleições Legislativas falou de “momentos de arrependimento” relativamente à interrupção da Linha da Lousã e assumiu que em termos urbanísticos é uma desvantagem que a nova Maternidade seja instalada no perímetro dos Hospitais da Universidade de Coimbra. No entanto, salvaguardou que o que está em causa é a segurança das mães e dos bebés e assegurou que “é impossível desmantelar” o Hospital dos Covões. 

A cabeça de lista do PS às Legislativas de 30 de janeiro pelo círculo de Coimbra foi entrevistada pelo NDC na Ponte Pedro e Inês, sobre o Rio Mondego, onde falou das principais propostas do partido.

“Coimbra tem uma situação geográfica que pode ser uma enorme vantagem entre o norte e o sul do país, entre a montanha e o mar, entre a tradição e a modernidade, entre o mundo rural e o mais urbano”, começou por dizer a atual Ministra da Saúde falando da necessidade de investimento na área da mobilidade.

Questionada se concorda com a atual solução do Sistema de Mobilidade do Mondego, Marta Temido afirmou que “importa sobretudo que o modelo que foi escolhido venha para o terreno”. “Se olharmos para várias escolhas que foram feitas no passado poderemos ter momentos de arrependimento. Provavelmente teremos momentos de arrependimento quando pensarmos naquilo que foi a interrupção da linha da Lousã”, admitiu.

Revelando que os avós paternos viviam junto ao apeadeiro de São José, na Rua do Brasil, garantiu que conhece “bem o significado de todas aquelas pessoas que desaguavam ali todos os dias de manhã e no final voltavam para regressar às suas terras”. “Se queremos que as pessoas não se concentrem apenas nas cidades e povoem o território temos de ter meios de comunicação. Ninguém entende essa opção que foi feita”, rematou, argumentando que é necessário que a solução encontrada “não seja apenas a ligação entre Coimbra e Serpins”.

Em relação à nova Maternidade, a candidata reconheceu que ter o edifício “numa zona que já é muito povoada não é uma vantagem”, mas em contrapartida “a segurança das mulheres e das crianças devido à proximidade com um hospital geral leva a que seja [a localização] prioritária”. A atual detentora da pasta da Saúde, referiu que a unidade, orçada em 42 milhões de euros, poderá vir a ter ” uma ligação à circular externa num circuito próprio”.

“Desmantelamento do Hospital dos Covões: nem pensar!”, asseverou ainda Marta Temido dizendo que tal “seria péssimo para a cidade, para a região e para o país” que tem “falta de camas de agudos”. Para a socialista o Hospital Geral “tem de ser modernizado, dimensionado, preparado para dividir aquilo que é a responsabilidade assistencial que recai sobre o Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra”.

Veja o Direto NDC com a entrevista a Marta Temido:

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