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Mário Ruivo indignado com postura de Lurdes Castanheira e José Silva

Notícias de Coimbra | 10 anos atrás em 04-09-2014

Mário Ruivo reage à conferência de imprensa de Lurdes Castanheira e José Silva:

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Ao tomar conhecimento de uma conferência de imprensa conjunta entre a COC (Comissão Organizadora do Congresso) e a Mesa da Comissão Política da actual Direcção do PS-Coimbra a candidatura “À Esquerda da Indiferença” vem por este meio manifestar a sua indignação perante esta assumida e insólita mistura entre um órgão de fiscalização de um ato eleitoral, que se devia presumir independente, e a direção cessante e recandidata ao mesmo ato.

Não estranha, por isso, esta candidatura que o atual Presidente da Federação e recandidato estivesse presente na referida conferência imprensa.

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Entendemos que esta união hoje publicamente ratificada vem apenas consubstanciar aquilo que tem vindo a ser reclamado por esta candidatura e comprovado por todos os militantes , Presidentes de Concelhias e Secretários Coordenadores, de que tudo foi feito para falsear por completo o resultado eleitoral do sufrágio do próximo Sábado, dia 6 de Setembro.

Os factos que precederam o acto eleitoral e que passamos a rememorar encontram-se eivados de ilegalidades gravísimas e sem precedentes na história do Partido Socialista de Coimbra pelo que entendemos que põem em causa todo o procedimento eleitoral em curso.

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Desde logo não existe qualquer garantia de que os cadernos eleitorais para eleições de Presidente da Federação de Coimbra do PS e respetivos delegados estejam elaborados em conformidade com os Estatutos, situação insólita, sobretudo tendo em conta as suspeitas sobre os cadernos eleitorais do último processo eleitoral e a investigação criminal em curso.

Não obstante esta candidatura ter solicitado várias vezes listagens correspondentes ao caderno eleitoral e o acesso atempado às mesmas foi-lhe sempre negado pela COC contrariando as orientações dadas pelo Departamento Nacional de Dados à COC.

Os prazos de afixação das listagens e cadernos eleitorais nunca foram cumpridos havendo muitos casos em que nunca foram sequer afixados nas respetivas sedes, o que inviabiliza por completo a acesso dos militantes e dirigentes locais aos mesmos

Estes factos inviabilizaram a possibilidade de reclamação dos mesmos por parte dos militantes que não constem dos cadernos bem como a própria elaboração de listas de delegados ao Congresso;

Estes factos inviabilizaram, por fim, que esta candidatura pudesse enviar aos militantes qualquer tipo de correspondência no âmbito da campanha eleitoral;

Acresce a tudo isto o facto do candidato Pedro Coimbra ter acesso aos referidos cadernos desde o dia 8 de Agosto, inclusive em formato eletrónico, tendo procedido à sua distribuição pelos seus apoiantes de forma explicita na mesma data. Deste facto demos conhecimento à COC sem que, evidentemente, nenhuma atitude tenha sido tomada em consequência.

A COC não integrou, nunca, qualquer membro da candidatura de Mário Ruivo que foi definitivamente aceite ainda no mês de Julho de 2014.

Nunca foi solicitado ao candidato a designação do seu membro à COC, nunca lhe foi transmitido dia e hora a realização das reuniões para o mesmo estar presente e nunca sequer lhe foram comunicadas o teor das decisões tomadas pela COC o que configura um claro atropelo ao Regulamento Eleitoral Interno do Partido e à própria democracia.

Nunca a COC informou a candidatura de Mário Ruivo, do número de delegados por secção não obstante ter sido interpelada atempadamente para tal.

O que, não só é completamente insólito e anti-democrático como inviabilizou, evidentemente, a apresentação de candidaturas em determinadas secções e à exclusão de outras.

Toda esta situação cria uma manifesta desigualdade entre a (re)candidatura do Presidente em funções – que tem acesso a todos os dados e informações (regista-se ainda que Todos os elementos da COC, sem exceção, são afectos à sua candidatura) – e a candidatura de Mário Ruivo e respetivos delegados.

São estes os factos que a Comissão Organizadora do Congresso não responde , escondendo-se numa mentira certificada por aqueles a quem serviu (serve), como resulta da Conferência de Imprensa.

Saudamos o trabalho e dedicação de todos aqueles que conseguiram apresentar listas nas suas seções apesar de desconhecerem o caderno eleitoral. Só a determinação de muitos permitiu que, em condições absolutamente desiguais e anti-democráticas , se conseguisse, apesar de tudo, um número tão elevado de candidaturas a delegados.
Contudo, a candidatura de Mário Ruivo a Presidente da Federação estará presente em todas as seções para que os militantes que honram a memória e a história do PS possam punir estes comportamentos.
Por tudo o que se disse, a esta candidatura não resta outra alternativa senão apresentar junto das mesas de voto, durante o próximo ato eleitoral, a necessária reclamação tendo em vista a reposição da verdade democrática.

Coimbra, 4 de Setembro de 2014

A candidatura de Mário Ruivo

 

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