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Coimbra

Marinha avisa pescadores para a necessidade de uso de coletes salva-vidas

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O diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional alertou hoje os pescadores profissionais e lúdicos e outros utilizadores do mar para a “necessidade imperiosa” do uso de coletes salva-vidas, prevenindo situações de risco.

“É absolutamente imperioso que os utilizadores do mar assumam claramente novos comportamentos em condições de segurança”, disse o vice-almirante Cunha Lopes, na Figueira da Foz, durante a cerimónia de entrega de uma embarcação salva-vidas ao Instituto de Socorros a Náufragos (ISN).

De acordo com Cunha Lopes, os pescadores devem usar o colete salva-vidas nas zona de rebentação [das ondas] e rochosas, bem como à entrada e saída das barras.

Embora aludindo ao que disse ser “uma cultura ancestral” das comunidades piscatórias, “que não tem em conta, muitas vezes, vários fatores de risco”, o diretor da Autoridade Marítima Nacional apontou, ainda, a “necessidade de corresponsabilização” dos envolvidos nas atividades marítimas, “sob pena do esforço público [em meios e operações de salvamento] nunca ter a devida eficácia”.

Cunha Lopes aludiu ao “significativo esforço de investimento público em meios de salvamento”, que leva a que, atualmente, existam no país 14 embarcações idênticas à que hoje foi entregue na Figueira da Foz, “totalmente equipadas e que podem operar em quaisquer condições de mar”.

“Posicionam-se na primeira linha de intervenção de auxílio e socorros a náufragos”, afirmou.

Além do semirrígido entregue à estrutura local do ISN foi entregue uma embarcação idêntica, que tem como destino Ferragudo, no Algarve.

As embarcações, “mais ágeis e de alta velocidade”, são ambas de fabrico nacional, têm 8,6 metros de comprimento, dois motores de 200 cavalos cada e são capazes de uma velocidade máxima de 45 nós (cerca de 83 quilómetros/hora).

Em declarações à agência Lusa, Gustavo Mateus, responsável do estaleiro Navalethes, de Viana do Castelo, especializado em embarcações semirrígidas, frisou que as embarcações entregues “não têm nada a ver com as de série”, seja ao nível estrutural ou de equipamento, possuindo uma autonomia máxima de 300 milhas náuticas em velocidade de cruzeiro.

Cada embarcação custou 165 mil euros, tendo o estaleiro construído nove idênticas, que foram entregues ao ISN.

Com cerca de dez anos de atividade, aquele estaleiro fornece, ainda, embarcações a corporações de bombeiros, clubes de mergulho e empresas de turismo marítimo e, face à crise, tem vindo a apostar na exportação para países africanos e do Médio Oriente.

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