Política

Mariana Mortágua responde a Rui Tavares que esquerda tem que estar concentrada em derrotar PSD/IL

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 meses atrás em 29-02-2024

A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, defendeu hoje que uma “esquerda forte” deve estar totalmente concentrada em derrotar a “aliança PSD/IL” e não em projetos de diálogo com estas forças políticas, mostrando-se surpreendida com a posição do Livre.

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Na reta final do discurso no jantar-comício que decorre esta noite em Leiria, Mariana Mortágua referiu-se a declarações sobre cenários proferidas hoje pelo porta-voz do Livre, Rui Tavares, que admitiu ter sido uma notícia que a surpreendeu.

“Quero apenas deixar uma nota sobre este tema e sobre estas declarações. Penso que devemos estar totalmente concentrados em derrotar a aliança PSD/IL e não em projetos de diálogos com esta aliança PSD/IL”, criticou.

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Segundo a coordenadora do BE, “este é o momento de lutar, este não é o momento de confundir”, reiterando que é “possível derrotar a direita” e que os bloquistas não desistem desse objetivo.

“É possível derrotar a direita, é por isso que fazemos esta campanha, com esta clareza, com estes compromissos. Para travar a extrema-direita precisamos de uma esquerda forte, de um Governo que resolva as crises que alimentam o ressentimento e a desilusão”, defendeu.

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Mariana Mortágua citou ambas as declarações feitas hoje por Rui Tavares, a primeira das quais que se “afasta um bocadinho do resto da esquerda ao admitir que, em caso de vitória da direita, irá dialogar com o PSD e a IL”.

“Disse o Rui Tavares e cito que a direita tem de ter com quem dialogar e que é possível fazer muita coisa em conjunto, com a IL e com o PSD, que é necessário para melhorar a nossa democracia. Poucas horas depois ouvi Rui Tavares também a dizer que estará sempre na oposição com a direita e não a negociar uma governação com a direita”, referiu.

Na opinião da líder bloquista, “essa esquerda forte, nos 50 anos do 25 de abril, sabe que não é com uma aliança PSD-IL que se vai melhorar a democracia”, voltando com estas palavras a afastar-se da posição de Rui Tavares, que chegou a ser eleito eurodeputado como independente pelas listas do BE, cuja delegação acabou por abandonar em rutura com os bloquistas.

“O Bloco provará que é a alternativa que conta para o povo”, prometeu Mortágua, passando depois a elencar os motivos pelos quais se deve votar no BE.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, Mortágua defendeu que “para derrotar a aliança PSD-IL, é necessário um entendimento mobilizador” sobre habitação, SNS e salários, considerando que “é o voto no Bloco que traz as soluções” para essas áreas.

“O problema desta campanha sobre cenários é que ela empobrece o debate e esconde o debate sobre alternativas, sobre propostas, sobre confronto de ideias, sobre diferentes ideias que cada partido tem para o país. O Bloco não pode ser mais claro: temos oito dias para garantir a vitória e ela vai fazer-se de clareza, de proposta, de compromisso”, concluiu.

Mais de 10,8 milhões de portugueses são chamados a votar em 10 de março para eleger 230 deputados à Assembleia da República.

A estas eleições concorrem 18 forças políticas, 15 partidos e três coligações.

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