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Marcelo Rebelo de Sousa diz que já não é “comentador político”

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O Presidente da República lembrou hoje que já não é comentador político quando questionado sobre a confiança política manifestada pelo primeiro-ministro no titular da Administração Interna, Eduardo Cabrita, após os casos dos festejos do Sporting e de Odemira.

“É uma matéria que não entra nas minhas competências, não entra nos poderes presidenciais”, disse Marcelo Rebelo de Sousa à margem da inauguração das Oficinas de Criatividade Himalaya, criadas na antiga Escola Secundária de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, num investimento de cerca de 1,8 milhões de euros.

“Já não sou analista ou comentador político. É um tema muito importante para os analistas e comentadores, mas eu já não sou”, reafirmou Marcelo.

O Governo pediu à Inspeção-geral da Administração Interna a abertura de um inquérito à atuação da PSP nos festejos do Sporting como campeão nacional de futebol, anunciou hoje o primeiro-ministro, António Costa.

“Relativamente aos eventos de ontem [terça-feira], o senhor ministro da Administração Interna já teve ocasião de fazer um despacho, primeiro solicitando à PSP informações sobre como tinha sido articulado todo o planeamento com o conjunto das entidades envolvidas, desde o Sporting Clube e Portugal à Câmara Municipal de Lisboa e à Direção-geral da Saúde, e solicitando à Inspeção-geral da Administração Interna um inquérito à atuação da Polícia de Segurança Pública naquele contexto de ontem”, anunciou António Costa.

O primeiro-ministro falava na Assembleia da República, no debate sobre política geral, e fez este anúncio quando respondia ao líder parlamentar do CDS-PP, Telmo Correia.

António Costa recusou “atirar pedras” ao clube, aos adeptos que festejaram nas ruas ou à polícia.

“Vou fazer aquilo que qualquer político responsável nestas circunstâncias deve fazer, que é aguardar a informação, o apuramento e o esclarecimento dos factos para retirar as responsabilidade devidas sobre essa matéria”, defendeu.

Antes, o deputado do CDS-PP disse compreender “os festejos dos adeptos, a alegria dos adeptos”, bem como “as dificuldades da polícia” porque “é sempre um momento difícil”.

No entanto, Telmo Correia quis saber “porque é que houve tão pouca informação, tão pouco planeamento, porque é que não se soube antes, porque é que o plano não foi divulgado antecipadamente, porque é que as coisas não estavam organizadas e previstas”. “Ontem aparentemente nada estava previsto”, atirou, questionado se seguida se “há consequências ou não há consequências”.

Também o líder do Chega perguntou hoje ao primeiro-ministro se vai manter o ministro da Administração Interna no Governo face ao que considerou uma constante atuação “desastrosa” e António Costa respondeu que Eduardo Cabrita é um “excelente MAI”.

“Quem me dera que o meu problema fosse o MAI. Tenho um excelente MAI”, declarou o chefe do executivo, no primeiro debate parlamentar bimestral com o primeiro-ministro após o fim de consecutivos estados de emergência para combater a epidemia da covid-19 em Portugal.

André Ventura, deputado único daquele partido populista de extrema-direita, tinha argumentado que o próprio Presidente da República já tinha pedido que fossem retiradas consequências políticas, designadamente devido à polémica do realojamento de trabalhadores migrantes em Odemira, por exemplo, e que até o autarca socialista daquele tinha pedido a demissão de Cabrita.

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