O Presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas agradeceu hoje na República Centro-Africana (RCA) aos militares portugueses em missão neste país e afirmou que são “os melhores”, referindo que ficam enquanto outros partem.
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“Isso é uma memória que marca a vida de qualquer Presidente de qualquer Estado. Eu tenho muita honra de ter militares, de ter Forças Armadas como são as nossas, as vossas e nossas. Porque andei por todo o mundo e não encontrei igual”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, durante a sua visita à RCA, numa intervenção disponibilizada em vídeo pela Presidência da República.
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Dirigindo-se aos militares portugueses que participam na missão de estabilização da Organização das Nações Unidas (ONU), e tendo ao seu lado o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, o chefe de Estado recordou a sua visita à República Centro-Africana há oito anos, em março de 2018, comentando: “Era outro mundo”.
Marcelo Rebelo de Sousa recordou também que, nesse mesmo ano, ouviu em Paris o Presidente da RCA, Faustin-Archange Touadéra, “dizer aos [líderes] africanos, aos europeus, aos americanos, a todos, ao russo, que os portugueses eram os melhores”.
O Presidente da República referiu que os militares presentes na RCA “na altura ainda eram franceses, e havia outros europeus, e havia latino-americanos, e depois foi mudando, com mais asiáticos, com muitos outros”, mas considerou que “nenhum deles conseguiu substituir Portugal”.
“O que é impressionante é que nós continuamos a sermos os que fazem mais e melhor de todos. Os outros partem, nós ficamos. Os outros convidam-nos a virmos, nós ficamos. Eles podem partir, nós não partimos, cumprimos a nossa missão. Com excelência, com coragem, com bravura, com brio, com lealdade, com dedicação, com compreensão das populações, amados pelas populações”, elogiou.
De acordo com informação enviada à Lusa pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, na República Centro-Africana (RCA) estão atualmente 200 militares portugueses na missão de estabilização da ONU (MINUSCA) e 18 na missão de treino e formação da União Europeia (UE).
Na sua intervenção, o chefe de Estado repetiu a mensagem de que os militares portugueses são “os melhores do mundo” e agradeceu aos que participam na missão da MINUSCA, sem esquecer as “outras forças que representam Portugal aqui também e que são essenciais para a segurança das populações”.
“Eu tinha de vir aqui para vos agradecer, mesmo no fim do fim do fim do mandato. Não pôde ser antes por razões de saúde e depois por causa da tragédia, da calamidade que se abateu sobre tantas terras que bem conhecem do nosso país”, explicou, acrescentando: “Mas tinha de vir. Cá estou. Cá estamos. Cá cumprimos a missão”.
“Vivam as Forças Armadas portuguesas. Viva o nosso querido Portugal”, concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.
Esta deslocação do Presidente da República à RCA foi hoje divulgada através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet, já depois da chegada de Marcelo Rebelo de Sousa.
Segundo a mesma nota, “o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido no aeroporto pelo Presidente da RCA, Faustin-Archange Touadéra, com quem terá conversações no quadro do relacionamento bilateral”.
O chefe de Estado contou hoje que na sua anterior visita à RCA convenceu Touadéra “a sair da coluna das Nações Unidas e ir a pé” até ao Palácio Presidencial: “E avançámos assim, durante cerca de duas horas, parando perante os banhos de multidão”.
“Hoje repetimos em pequenino”, relatou.
O novo Presidente da República, António José Seguro, vai tomar posse perante a Assembleia da República em 09 de março.
Antes de cessar funções, Marcelo Rebelo de Sousa tem ainda prevista uma visita às instituições europeias em Bruxelas, entre quinta e sexta-feira.
Nos seus mandatos, fez também visitas a forças nacionais destacadas em missões militares em Kaunas, na Lituânia, e em Málaga, Espanha, em 2017, no Afeganistão, em 2019, na Roménia, em 2022, e na Eslováquia, em 2024.
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