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Marcelo Nuno

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Termino hoje o mandato de 4 anos à frente da Águas de Coimbra com o meu último acto enquanto presidente: a reunião de “transição” com o meu sucessor.

Ao longo destes 4 anos procuramos fazer o que os nossos antecessores fizeram e o que os nossos sucessores farão também: deixar a empresa melhor do que estava quando chegamos.

Concluído o intenso esforço de investimento a que a anterior administração teve que corresponder (conseguindo duplicar o investimento médio anual, diga-se) a nós coube-nos reorganizar a casa e garantir o seu equilíbrio económico-financeiro de longo-prazo.

Com efeito, quando tomamos posse, devido ao brutal esforço de investimento que fizera nos últimos anos, a AC era uma empresa fortemente dependente dos subsídios que recebia da CMC e, apesar disso, registava resultados operacionais negativos.

Hoje é uma empresa equilibrada sob o ponto de vista económico-financeiro, gerando um pequeno resultado líquido (e operacional) positivo sem precisar dos subsídios da Câmara.

Fomos reorganizando a estrutura da empresa e redefinindo as suas prioridades, fazendo de cada caso uma regra que todos percebiam e apreendiam. Do exemplo que demos fomos conseguindo um crescente empenho das pessoas.

Saíram da empresa quase 15% dos seus efectivos sem ter entrado um(a) único(a) novo(a) trabalhador(a).

De ano para ano fomos reduzindo a estrutura de custos e, gradualmente, a empresa vai recuperando o investimento realizado. A AC tem hoje recursos financeiros muito avultados que pode transferir para a CMC de modo a atenuar o esforço feito pelo município ao longos dos anos na sua infra-estruturação.

Ao longo destes 4 anos foi também necessário defender a empresa e mostrar que faz mais sentido mantê-la na esfera municipal do que integrá-la no universo AdP, como esteve previsto e foi longamente negociado.

Mostramos ainda que uma empresa pública pode fazer tão bem e até melhor que qualquer privado desde que tenha os mesmos meios e, sobretudo, os mesmos instrumentos de gestão.

De ano para ano a empresa vem melhorando o seu desempenho e todos os indicadores revelam essa melhoria de forma clara e inequívoca. Não só os económico-financeiros, mas também os indicadores controlados pelo regulador do sector (ERSAR) e os que decorrem da auscultação directa aos seus clientes/consumidores.

A Águas de Coimbra ficou sucessivamente em primeiro lugar num índice internacional que mede de satisfação do consumidor, sendo líder destacado e a única empresa do sector da água a comparar-se aos índices de satisfação de outros sectores como o das comunicações, dos transportes ou o da Banca e Seguros. A diferença entre a AC e as demais empresa é tal que a dúvida dos organizadores é saber quem fica em segundo lugar e a quantos pontos da AC.

É também de Coimbra a melhor água do país, como confirma um extenso e exaustivo estudo levado a cabo pela DECO a todos os serviços de distribuição de água de todo o país.

São inúmeras as horarias e distinções com a empresa e sua administração foram distinguidas ao longo destes 4 anos, pelo que seria fastidioso enumera-las aqui.

Não restam dúvidas de que a empresa é hoje uma referência do sector, quer no país quer no estrangeiro – onde a empresa é já muito reconhecida e vai prestando serviços (de Angola a Cabo Verde, passando por Omã).

Muito mais haveria para dizer sobre o mandato e sobre a transformação que julgo termos operado com sucesso na empresa (não se resumem 4 anos de trabalho em tão pequeno apontamento), mas este é apenas um post que assinala o fim deste ciclo.

Agradeço a todos quantos me acompanharam nesta aventura, começando pelos que partilharam comigo a administração da empresa, o Dr. Pedro Rodrigues, a Engª. Sandra Pina e o Dr. Olinto Vieira e acabando em todos os colaboradores, de quem senti sempre um enorme apoio e consideração.

Ao meu sucessor desejo as maiores venturas à frente da AC, na certeza de que o seu sucesso será fruto das suas qualidades, mas também do trabalho que deixamos para trás.

Termino com uma palavra de reconhecimento ao actual presidente da CMC que, no pouco tempo em que coincidimos em exercício de funções, me tratou com exemplar correcção e com enorme consideração profissional que não posso deixar de saudar e agradecer.

Como já tive ocasião de dizer, assumi um novo compromisso/desafio profissional em meados do ano e quis o destino (por pura coincidência) que se iniciasse hoje mesmo (ainda que, por agora, de forma mais incipiente) a minha nova actividade profissional.

Não tenho tido muito tempo para vir “aqui” (nem sei como serão os próximos tempos), mas procurarei manter “updated” a minha página e o contacto que, desta forma, vou mantendo com os meus amigos “facebookianos”.

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