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Marcelo Nuno afirma que deixa Águas de Coimbra em situação financeira “equilibrada”

Notícias de Coimbra | 11 anos atrás em 26-11-2013

A empresa municipal Águas de Coimbra (AC) vai fechar 2013 com uma situação financeira equilibrada e sem necessitar de subsídios da Câmara, disse Marcelo Nuno, que segunda-feira deixou o cargo de presidente do conselho de administração.

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“Temos uma empresa equilibrada, que não depende de subsídios para sobreviver. Tem um crédito sobre a Câmara de três milhões de euros que não precisa de receber e cerca de 14 milhões que pode restituir à Câmara”, disse à agência Lusa Marcelo Nuno.

O economista e líder distrital do PSD foi hoje substituído no cargo que ocupou nos últimos quatro anos por Pedro Coimbra, engenheiro e presidente da Federação distrital de Coimbra do PS, que, na página Internet da Águas de Coimbra, já é indicado como presidente do conselho de administração.

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Numa mensagem na rede social Facebook, Marcelo Nuno fez um resumo do mandato na empresa municipal de água e saneamento, destacando a reorganização operada na empresa, para garantir o seu equilíbrio económico-financeiro de longo prazo.

“Quando tomámos posse, devido ao brutal esforço de investimento que fizera nos últimos anos, a AC era uma empresa fortemente dependente dos subsídios que recebia da CMC [Câmara Municipal de Coimbra] e, apesar disso, registava resultados operacionais negativos. Hoje, é uma empresa equilibrada sob o ponto de vista económico-financeiro, gerando um pequeno resultado líquido e operacional positivo sem precisar dos subsídios da Câmara”, sustentou.

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Em declarações à Lusa, Marcelo Nuno disse que a partir de 2010 a estrutura de custos da empresa foi sendo gradualmente reduzida: “Saíram 15 por cento dos efetivos, os mais caros, que representavam mais despesa, e não entrou um único trabalhador”, argumentou.

Outra aposta passou pela “racionalização de investimentos”, apostando na requalificação da rede em vez da sua expansão, afirmou Marcelo Nuno.

“Em três anos passámos de 850 roturas na rede para 250, o que permite poupar imensos recursos”, enfatizou.

Na mensagem no Facebook, sustenta que o conselho de administração por si liderado mostrou que uma empresa pública “pode fazer tão bem e até melhor que qualquer privado desde que tenha os mesmos meios e, sobretudo, os mesmos instrumentos de gestão”.

Outra aposta da Águas de Coimbra passou pela internacionalização da prestação de serviços, com contratos assinados em Cabo Verde e Omã e perspetivas de negócio noutros países como Angola e o Brasil.

Em Omã, a AC participou num projeto de modelação matemática, um simulador que permite dimensionar as infraestruturas de uma rede de abastecimento de água, enquanto em Cabo Verde tem em curso, associada a parceiros locais, um protocolo com a associação de municípios de Santiago, num projeto de reorganização do setor da água.

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