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Máquina vence humanos pela primeira vez no Póquer

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O avanço tecnológico tem testado os seres humanos, mesmo os melhores em determinado ramo. Isto porque, desde que os computadores começaram a ser trabalhados e modificados para uma espécie de inteligência artificial que começaram a ser testados contra humanos e ao lado deles para ver se os conseguiam superar.

Apesar de poder parecer simples a questão é muito mais complexa, uma vez que mesmo conhecendo as regras todas de determinado assunto, os seres humanos têm falhas e comportamentos menos óbvios que as máquinas dificilmente poderão compreender ou replicar.

Nesse sentido, foi já um feito notável quando computadores conseguiram vencer os melhores do mundo, no que é considerado o desporto rei da mente: o xadrez. Isto é algo que hoje em dia pode não surpreender, mas na época em que ocorreu foi bastante surpreendente e apenas abria uma pequena janela para o que a tecnologia podia vir a fazer.

No entanto, atualmente não é algo tão surpreendente quanto isso, porque conhecemos um pouco de computadores e sabemos que em situações em que são conhecidas as regras todas, facilmente uma máquina consegue jogar, prever jogadas e adaptar-se em relação ao que o oponente faz, porque estão assim programadas e têm essa capacidade.

poker

Contudo, existem alguns jogos, nomeadamente os jogos de casino, em que esse cenário já não é assim “tão simples”. Não falamos das slots, roleta ou blackjack, mas sim do póquer. Pura e simplesmente porque mesmo conhecendo as regras todas não é a lógica, razão ou as regras que sempre vencem.

Se assim fosse, a carta mais alta vencia sempre e isso não é sempre assim no póquer. Mais, neste jogo, a análise ao comportamento do adversário é fundamental e é muito maior do que reagir a uma jogada sabendo as regras, porque implica intenções seguintes ou transmite posições na mesa, bem como, estilos de jogo diferentes.

A juntar a tudo isto, ainda temos que contar com o bluff que neste jogo é uma realidade muito frequente e em cada jogada nunca se tem a informação completa sobre o que pode acontecer. Ou seja, por tudo isto, este era provavelmente um dos últimos jogos onde os humanos ainda levavam a melhor sobre as máquinas devido a esse comportamento imprevisível.

No entanto, em janeiro de 2017, a Universidade Carnegie Mellon criou uma inteligência artificial propositadamente para este efeito e com uma complexidade sem igual, chamada Libratus. Eles colocaram a máquina num torneio de póquer em Filadélfia, onde a máquina conseguiu vencer os jogadores todos desse torneio e levar o prémio final. No final, a máquina aprendeu a fazer bluff, algo que se considerava exclusivo dos humanos, aprendeu a analisar o comportamento dos adversários e poder calcular probabilidades de acordo com o seu jogo.

Tudo isto representa um feito fantástico e sem igual, significando o quebrar de mais uma barreira para a inteligência artificial. As maiores empresas mundiais de tecnologia querem contar com a máquina e com os seus criadores nas suas equipas, apenas porque algo assim é um passo à frente de tudo o resto neste campo, e pode ter várias aplicações nas mais diversas áreas.

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