Coimbra

Manuel Antunes assegura que grande parte das doenças cardíacas têm hoje tratamento

Notícias de Coimbra | 9 meses atrás em 29-09-2023

Neste Dia Mundial do Coração há que lembrar que, felizmente, grande parte das doenças cardíacas têm hoje tratamento, e que muitas vezes passa por uma intervenção cirúrgica. Manuel Antunes, Coordenador de Cirurgia Cardíaca no Hospital CUF Coimbra, esclarece tudo sobre este tema.

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Uma doença prevalente

As doenças cardiovasculares são, segundo a Organização Mundial da Saúde, a principal causa de mortalidade no mundo. Estas doenças podem ter uma causa congénita – isto é, o bebé nasce já com defeitos cardíacos – ou ser adquirida ao longo da vida. Na maior parte dos casos, em adultos, afeta maioritariamente as válvulas e as artérias do coração. O coração é o motor da vida e por vezes precisa de ser reparado. É por isso importante vigiar a saúde e saber quando se deve procurar um especialista

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Quais são os sinais e sintomas que a população deve estar alerta?

Os sintomas mais frequentes que devem motivar a procura de um especialista são o cansaço e falta de ar para pequenos/médios esforços e/ou dores no peito. Inicialmente, os sintomas podem ser controlados ou atenuados com terapêutica médica. Nestas circunstâncias, o doente deve ser acompanhado regularmente pelo seu cardiologista, que avaliará a evolução da doença, especialmente com recurso ao ecocardiograma, um exame que permite avaliar o tamanho e a forma das diferentes cavidades cardíacas, bem como a sua contração. Em caso de necessidade, o cardiologista encaminhará para a equipa de cirurgia cardíaca.

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Porque é importante desmistificar a cirurgia cardíaca?

Num número muito significativo de casos, a doença cardíaca tem de ser tratada através de cirurgia, pelo que é importante tranquilizar a população. A cirurgia cardíaca, iniciada nos anos 50 do século passado, é hoje uma especialidade bem estabelecida, altamente diferenciada e com resultados excelentes. Estima-se que, anualmente, se realizam mais de um milhão destas cirurgias em todo mundo, com variáveis graus de sucesso, mas que podem atingir os 99%, especialmente quando efetuadas por cirurgiões experientes em centros de referência. Apesar das cirurgias cardíacas serem intervenções complexas, são atualmente realizadas com grande segurança e frequentemente com risco reduzido para os doentes que, em grande parte, são restituídos a uma longevidade normal.

Que evoluções têm ocorrido nesta área?

A evolução da Medicina, o surgimento de novas técnicas cirúrgicas, permitiram um grande avanço na área da cirurgia cardíaca, com reais benefícios para o doente, com redução dos riscos e uma recuperação mais rápida.
O Hospital CUF Coimbra tem acompanhado essa evolução, dispondo de equipamentos com a mais elevada qualidade tecnológica e um corpo clínico de reconhecido mérito nesta área. As cirurgias são efetuadas por uma equipa de médicos, enfermeiros e técnicos altamente especializados e experientes, com recurso a tecnologia de ponta, como é o caso da circulação extracorpórea, vulgo máquina de coração pulmão, já que, naturalmente, o coração tem de estar parado durante a intervenção, especialmente quando a intervenção é efetuada dentro do órgão.
Uma das áreas de especialidade e diferenciação desta equipa é a reparação da válvula mitral, considerada vantajosa em relação à substituição da válvula por uma prótese artificial. Procuramos sempre estar na vanguarda com o objetivo de proporcionar o melhor tratamento possível a cada doente.

Que balanço faz da atividade no Hospital CUF Coimbra?

Após um pouco mais de quatro anos de atividade, a equipa de cirurgia cardíaca do Hospital CUF Coimbra, já realizou mais de 100 cirurgias ao coração.
Foram intervencionados homens e mulheres adultos, com idades até aos 88 anos, com vários tipos de doenças cardíacas, desde malformações congénitas até às doenças valvulares, coronárias e arteriais (aneurismas). A taxa de sucesso é de 99%, comparável à de grandes centros internacionais.
Após uma intervenção cirúrgica ao coração, o doente fica internado, em média, 5 dias e no momento da alta tem um bom grau de autonomia, sendo possível regressar à sua atividade profissional no prazo de algumas semanas.

Que mensagem gostaria de deixar à população?

É muito importante que os doentes mantenham uma atenção especial ao aparecimento de novos sintomas e não tenham receio de recorrer ao médico precocemente, para evitar consequências graves para a sua saúde. E, caso tenham indicação para cirurgia cardíaca, procurem uma equipa diferenciada e experiente.

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