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Mais de 60% das empresas contra pagamento das despesas do teletrabalhador

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Mais de 60% das empresas discorda do pagamento obrigatório das despesas de energia e Internet dos trabalhadores em teletrabalho e quase 80% contesta o alargamento do teletrabalho sem acordo do empregador aos pais de filhos até oito anos.

Segundo os resultados do mês de novembro do inquérito da Associação Empresarial de Portugal (AEP) junto de 320 empresas associadas de vários setores de atividade e de todo o país, 37% está também contra (23% discorda totalmente e 14% discorda) as novas regras do teletrabalho que preveem que o empregador “tem o dever de se abster de contactar o trabalhador no período de descanso, ressalvado as situações de força maior”.

Relativamente ao pagamento obrigatório de despesas com o teletrabalhador, nomeadamente energia e Internet (ainda que dedutíveis pela empresa), 29% dos inquiridos disse discordar totalmente e 33% afirmou discordar.

Já quanto ao alargamento do teletrabalho, sem acordo do empregador, a pais com filhos até oito anos, 26% das empresas ouvidas disseram discordar totalmente e 52% manifestaram discordar.

As conclusões do inquérito mensal da AEP apontam ainda que quase metade (46%) das empresas estão a laborar em regime totalmente presencial, encontrando-se 38% num modelo híbrido, mas maioritariamente em trabalho presencial.

No que se refere ao desempenho, 39% já atingiu o volume de negócios pré-pandemia e 15% espera fazê-lo até ao final deste ano, sendo que 19% aponta como meta o primeiro semestre de 2022, 12% o final de 2022 e 15% apenas a partir de 2023.

No que respeita às exportações, são menos (34%) as empresas que já atingiram os níveis de 2019, afirmando 22% que tal só deverá acontecer no primeiro semestre de 2022, enquanto outros 22% apontam o final do próximo ano e outros 22% apenas a partir de 2023.

Relativamente às principais dificuldades ao bom desenvolvimento da atividade, os custos e falta das matérias-primas e os custos dos transportes e da energia são apontados como os grandes problemas que as empresas enfrentam, e que se agravam no caso das empresas industriais (indústria transformadora).

Segue-se a falta de mão de obra especializada e o acesso ao crédito bancário e a mecanismos de capitalização.

Em relação às expectativas relativamente à evolução da pandemia durante os próximos três meses, há um pessimismo maior das empresas a nível do contexto mundial do que relativamente a Portugal.

Já sobre a previsão de investimento para o próximo ano, embora os empresários prevejam investir em todas as áreas, prevalece o investimento em inovação, tendo as empresas a expectativa de que o PT 2030 venha a apoiar o financiamento dos seus projetos de investimento.

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