A elétrica japonesa TEPCO disse hoje que planeia reiniciar o reator número seis da maior central nuclear do mundo na segunda-feira e iniciar as operações comerciais a 18 de março, um mês depois do planeado.
Numa conferência de imprensa realizada na central de Kashiwazaki-Kariwa (KK), o responsável do complexo, Takeyuki Inagaki, explicou que a TEPCO inspecionou minuciosamente todos os componentes do reator antes de tomar a decisão.
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Em 22 de janeiro, a empresa tinha paralisado o reator número seis da KK, a maior central nuclear do mundo em capacidade, devido ao alarme no sistema de monitorização das barras de controlo, quando a instalação foi reativada.
Após identificar uma configuração incorreta do alarme como a causa da falha, a TEPCO planeia reiniciar o reator na segunda-feira, aumentando gradualmente a quantidade de energia gerada até retomar as operações comerciais a 18 de março, três semanas depois do inicialmente planeado.
O porta-voz adjunto do Governo japonês, Kei Sato, pediu à empresa que “garanta a segurança” e forneça atualizações constantes às autoridades locais e aos residentes, durante uma conferência de imprensa realizada hoje.
“Esperamos que a retoma das operações seja realizada dando prioridade à segurança”, acrescentou o porta-voz.
A paralisação do reator número seis surgiu um dia depois de a TEPCO ter reiniciado a central, 15 anos após o seu encerramento em 2011, na sequência do acidente na central nuclear de Fukushima, gerida pela mesma empresa.
A assembleia da prefeitura de Niigata (centro do Japão), onde se localiza a central KK, aprovou em dezembro a reativação do reator, depois de o regulador nuclear nacional ter dado ‘luz verde’ para ligar dois dos sete reatores do complexo.
Os reatores seis e sete passaram nas revisões para a reativação em 2017, mas posteriormente a central foi obrigada a permanecer inoperacional devido a falhas na segurança contra ataques terroristas.
Em dezembro de 2023, as medidas adotadas foram aprovadas e, desde então, a TEPCO vem a ultrapassar os trâmites necessários para colocar ambos em funcionamento.
Com uma capacidade de mais de 8.000 megawatts (MW), a central é uma peça-chave no plano de fornecimento de energia da TEPCO e está em linha com a estratégia promovida pelo Governo japonês de Sanae Takaichi de impulsionar as centrais nucleares com vista a atingir os objetivos de redução de emissões.
Trata-se da primeira ativação de uma central operada pela TEPCO, que geria a central de Fukushima antes do desastre atómico de 2011, desencadeado pelo grande terramoto e subsequente ‘tsunami’ no leste do Japão.