Portugal

Macau e Hong Kong unidos para ajudar vítimas das tempestades em Portugal

Notícias de Coimbra | 25 minutos atrás em 21-02-2026

Seis entidades de matriz portuguesa em Macau e Hong Kong anunciaram hoje uma campanha de angariação de fundos para ajudar as vítimas das tempestades em Portugal.

Os donativos monetários podem ir para uma conta do Banco Nacional Ultramarino, que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos, e que se associou à iniciativa, de acordo com um comunicado conjunto.

Os fundos serão depois reencaminhados “para uma ou mais instituições de solidariedade social portuguesas com atuação no terreno, garantindo-se a transparência e a rastreabilidade de todo o processo”, acrescentaram na mesma nota.

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Lembrando a “melhor tradição de fraternidade e solidariedade que une os povos de língua portuguesa”, o comunicado faz “um apelo público à mobilização da comunidade lusófona em Macau e na Região da Grande Baía”.

A Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau é um projeto de Pequim para integrar os dois territórios de Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong numa região com mais de 86 milhões de habitantes e uma economia superior a um bilião de euros em 2023.

Os censos de 2021 indicaram que mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau. A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong.

Além de contar com o apoio institucional do consulado, a campanha foi lançada pela associação Casa de Portugal em Macau, o Círculo da China do Conselho das Comunidades Portuguesas e o Grupo de Escuteiros Lusófonos de Macau.

Em Hong Kong, a iniciativa conta com a participação do Club Lusitano, a maior instituição da comunidade lusodescendente da antiga colónia britânica, com cerca de 400 membros, fundada em 1866.

Em 10 de fevereiro, a organização católica Cáritas Macau lançou uma campanha de angariação de fundos, durante três meses, para os afetados pelas tempestades na Península Ibérica.

Na quarta-feira, a União das Misericórdias Portuguesas disse ter recebido um donativo no valor de 300 mil euros da Misericórdia de Macau para apoiar as congéneres que sofreram danos significativos provocados pela depressão Kristin.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.