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Macas presas nas urgências obrigam a chamar corporações vizinhas em Coimbra

António Alves | 20 horas atrás em 08-01-2026

O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra alerta para a situação complicada que estão a viver os bombeiros do Distrito de Coimbra.

Em declarações ao Notícias de Coimbra, Luís Sousa reconheceu que tem “havido grandes dificuldades” na gestão diária das corporações de bombeiros devido à retenção de macas nos serviços de urgência dos hospitais.

Na entrevista, o comandante da corporação de Vila Nova de Poiares reconhece que a situação tem
levado a que “haja um esforço muito grande de todos os corpos de bombeiros da nossa região”.
“Temos que abranger toda a área (territorial) e isso é extremamente difícil de corresponder porque muitas das vezes nós temos ocorrências na nossa área de atuação e estamos a fazer ocorrências na área de atuação de outros corpos de bombeiros”, frisou.

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O responsável reconheceu que houve um reforço de macas nas urgências da ULS Coimbra (antigo HUC), mas “depois há a falta de espaço, porque nós vamos àquelas urgências e vimos os corredores cheios de macas porque não há espaço para meter essas macas”.

“Muitas das vezes são as nossas macas que andam pelo hospital a fazer os exames, porque não há macas disponíveis e isso é o principal problema”, frisou.

O fecho do Hospital dos Covões foi considerado por Luís Sousa como “um erro grave”, bem como “o encerramento dos serviços de atendimento permanente dos centros de saúde.

Os erros da triagem do Saúde 24, e que levam a que muitos utentes sejam encaminhados para as urgências hospitalares, são outras das causas para o “entupimento” deste serviço.

Veja a entrevista NDC a Luís Sousa

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