A circulação na A1 será hoje reposta, após a confirmação das condições de segurança pelo Laboratório de Engenharia Civil (LNEC) e pelo Instituto de Mobilidade Terrestre (IMT), informou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação.
PUBLICIDADE
Num comunicado hoje divulgado, o ministério disse que circulação na A1 será “reposta hoje na totalidade após confirmação das condições de segurança”.
PUBLICIDADE
Assim, o LNEC e o IMT concluíram “os trabalhos de verificação da intervenção levada a cabo ao quilómetro 191 da Autoestrada 1, na zona do viaduto de Casais, em Coimbra”, indicou.
A tutela realçou que estão “repostas as condições da infraestrutura anteriores ao acidente, que resultou no colapso do encontro norte com o viaduto e consequente abatimento da plataforma no dia 11 de fevereiro”.
O Governo lembrou que “a erosão do aterro resultou de um caudal de água extraordinário naquele local após rebentamento do dique sob o viaduto de Casais”, uma situação decorrente “do limite atingido na barragem de Mortágua e das necessárias descargas controladas ocorridas por aqueles dias em que Portugal foi fustigado por um comboio de tempestades avassaladoras”.
Após o rebentamento, e com a ação imediata das entidades competentes, realizou-se o encerramento, pelas 18:00, do troço da A1 entre os quilómetros 189 e 198, “em segurança e preventivamente, com percursos alternativos definidos”, destacou, acrescentando que “o colapso ocorreu pelas 23:00, mais de 5 horas após esta decisão, sem nunca ter havido qualquer risco para a estrutura do viaduto”.
Segundo a tutela, “em 15 dias, por iniciativa imediata da concessionária Brisa, foram depositadas 9 mil toneladas de material pétreo, com recurso a dezenas de camiões e bulldozers, e dezenas de operacionais dedicados que trabalharam 24 horas por dia, sete dias por semana” para repor a circulação.
Lembrou ainda que, desde 28 de janeiro, “a Infraestruturas de Portugal mobilizou mais de 2.000 operacionais no terreno e centenas de meios, de norte a sul”, para repor as condições de circulação e assegurar a continuidade do serviço público.
Só na rodovia houve a comunicação de “quase três milhares de situações”, com diversos níveis de gravidade, sendo que “destas ocorrências, mais de 500 casos já foram solucionados”.
“Os casos de maior gravidade, quando os danos obrigaram ao corte total, chegaram a atingir mais de 70 vias, um número que reduziu para cerca de metade ao dia de hoje”, indicou.
PUBLICIDADE