O ministro Miguel Pinto Luz e a Câmara de Coimbra anunciaram, para este fim-de-semana, o arranque da “operação preliminar” do Sistema de Mobilidade do Mondego, concebido como alternativa ao Ramal ferroviário da Lousã.
Diz a autarquia que a esta fase constitui “um papel determinante para a optimização da operação comercial entre Coimbra e Serpins, prevista para o último trimestre de 2025“. Contudo, a sociedade Metro Mondego, maioritariamente pertencente ao Estado, nunca esclareceu por que foi adiado para perto do final do ano o começo da ligação a Miranda do Corvo e à Lousã.
Até lá, com eleições autárquicas a 12 de Outubro, parece prevalecer a conhecida charada “manda quem pode…”, ignorando-se os municípios vizinhos quando em Coimbra há um prefeito a almejar reeleição.
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Volvidos quase 15 anos sobre o desmantelamento do Ramal, que durante décadas serviu os três concelhos, consiste em ignomínia a discriminação infligida a cidadão mirandenses e lousanenses. Em Coimbra, viaja-se à borla, para Miranda do Corvo e Lousã nem a pagar.
Enfrentados por lousanenses e mirandenses com “língua de palmo”, os percalços do projecto nem na fase do circo deixam de os subalternizar.
O ministro de um Governo que se limita a ‘cortar a fita’ não devia ceder à cegueira eleitoralista.
Enquanto na margem esquerda do rio Mondego avulta o “Portugal dos Pequenitos”, o governante Pinto Luz toma o palco na outra margem como protagonista do Portugal dos pequeninos.
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