Política

Luís Montenegro vai propor novo ministro da Administração Interna

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 19-02-2026

O primeiro-ministro afirmou hoje que vai propor ao Presidente da República, na próxima semana, o sucessor de Maria Lúcia Amaral nas funções de ministro da Administração Interna, concluindo assim a “recomposição” do seu executivo.

Este calendário foi transmitido por Luís Montenegro no debate parlamentar quinzenal, em resposta a questões colocadas pelo presidente do Chega, André Ventura.

“Na próxima semana, o Governo terá a sua recomposição completamente estabelecida com uma proposta que farei ao senhor Presidente da República de nomeação de um novo titular do Ministério da Administração Interna”, declarou o líder do executivo.

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Antes, Luís Montenegro referiu que, na sequência do pedido de demissão de Maria Lúcia Amaral, fez questão de ser ele próprio, primeiro-ministro, a assumir a responsabilidade de ficar provisoriamente com as competências inerentes à pasta da Administração Interna.

Uma resposta depois de André Ventura ter-lhe dito que “há vários meses” que o Chega entendia que Maria Lúcia Amaral não reunia condições suficientes para desempenhar as funções de ministra da Administração Interna.

“O primeiro-ministro insistiu em mantê-la no cargo. Chegaram as tempestades e disse que era necessário fazermos uma aprendizagem coletiva. Disse também que não sabia o que era isso do Plano Nacional de Proteção Civil”, apontou.

Depois, o presidente do Chega procurou tirou a sua conclusão: “Não é só incompetência da ex-ministra da Administração Interna que já não está aqui, é a sua incompetência na gestão deste problema”.

Neste contexto, André Ventura atacou ainda as nomeações feitas pelo Governo, designadamente de um enfermeiro para um cargo de responsabilidade na área das energias e de um irmão do chefe de gabinete do primeiro-ministro, um estagiário ainda jovem, para a reforma do Estado.

Neste ponto, o primeiro-ministro respondeu a André Ventura dizendo reconhecer que as questões relacionadas com nomeações são importantes.

“Não digo que não tenham de ser escrutinadas, essas como também aquelas que o Chega vai fazendo e vamos sabendo de muitas. E à medida que crescem as responsabilidades políticas do Chega também crescem as dúvidas sobre essa capacidade de recrutamento”, concluiu Luís Montenegro.