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Política

Luís Montenegro lamenta discussão tardia de modelo de contratação de professores

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 O presidente do PSD, Luís Montenegro, lamentou hoje que só arranquem para a próxima semana negociações entre o Governo e os sindicatos para alterar o modelo de contratação de professores, já com o ano letivo em curso.

“É lamentável que se pense nisso na semana seguinte ao arranque do ano escolar, porque devia ter sido pensado e realizado antes de o ano escolar abrir”, afirmou Montenegro aos jornalistas em Vouzela, onde se encontra no âmbito do programa “Sentir Portugal”.

Para o líder do PSD, “se há marca que esta abertura do ano escolar já tem é precisamente a lacuna que há de preenchimento dos lugares de professores” e a repetição de um problema que, já no ano passado, “foi altamente penalizador” para os estudantes, muitos dos quais não tiveram professor “o ano inteiro em algumas disciplinas”.

Questionado sobre a possibilidade de serem as escolas a contratarem os professores, Luís Montenegro lembrou que “há muitos anos que o PSD defende maior autonomia das escolas” e “maior descentralização na área da educação”.

“Há muitos anos que o PS diz que nem uma coisa nem outra são prioritárias ou então, quando diz, faz uma coisa contrária àquilo que diz. Portanto, eu só posso, neste momento, anotar que também aí o Governo chega tarde e a más horas”, criticou.

No seu entender, este tipo de negociações deve ser feito “para programar o início do ano escolar”.

“Não é primeiro inicia-se o ano escolar e a seguir vamos tentar tomar medidas que deviam ter evitado o problema, que é, neste momento, aquele que mais afeta a qualidade do ensino e o funcionamento do sistema de ensino”, frisou.

O líder social-democrata aproveitou para desafiar o Governo a recuperar os prejuízos que muitas crianças e jovens ainda têm relativamente ao “tempo mais problemático da pandemia”, em que “tiveram períodos em que não tiveram aulas ou que tiveram altamente condicionados”.

“Essa recuperação não está feita. Há milhares e milhares de alunos em Portugal que ainda não conseguiram recuperar aquilo que perderam nessa ocasião e isso provoca desigualdade”, considerou.

Segundo Montenegro, “um partido social-democrata é, por natureza, um partido que está sempre com o foco na igualdade de oportunidades” e “um partido socialista também devia fazê-lo, mas, infelizmente, esquece-se muitas vezes”.

O líder do PSD iniciou na segunda-feira, no distrito de Viseu, o programa “Sentir Portugal”, no âmbito do qual, ao longo dos próximos dois anos, passará uma semana por mês em cada um dos distritos do país.

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