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Coimbra

Lojas de reparação de telemóveis suspeitas de esconderem esquema de imigração ilegal em Coimbra

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Uma empresa e o seu sócio-gerente, de nacionalidade paquistanesa, com duas lojas de venda e reparação de telemóveis em Coimbra, são suspeitos da prática dos crimes de auxílio à imigração ilegal e de falsificação de documentos. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) realizou esta quinta-feira buscas domiciliárias e nas lojas e encontrou mais de uma dezena de paquistaneses a viverem, em situação ilegal, num apartamento da cidade.

O Notícias de Coimbra apurou, junto de fonte do SEF, que existem “fortes indícios” de que os arguidos se tenham dedicado à “regularização fraudulenta de um elevado número de cidadãos estrangeiros em território nacional, apresentando no SEF contratos de trabalho com vínculo laboral em regime de teletrabalho, sem que se verifique a existência de realização de trabalho ou relação laboral efetiva entre as partes”.

Numa operação, que decorreu em Coimbra esta quinta-feira e contou com a participação de uma dezena de inspetores do SEF, foram identificados 12 cidadãos que se suspeita terem sido vítimas deste esquema, adiantou a fonte. Estavam num apartamento da cidade onde “não havia um computador ou algo que pudesse indicar que estaria em teletrabalho”. Além disso, “mais de metade não tinha a respetiva situação documental regularizada no nosso país”.

Segundo a mesma fonte, não foram encontrados indícios de que os paquistaneses instalados no apartamento estivessem privados da liberdade ou dos seus documentos, estando ainda por apurar se são vítimas do esquema ou se participaram nele livremente e com conhecimento de causa. “Não há contrato de trabalho, nem vínculo laboral, são pessoas do Paquistão que estão em situação irregular no país”, referiu ao NDC a fonte, esclarecendo que nas bases de dados do SEF “não foram encontrados contratos de trabalho ou manifestação de interesse em regularizar a situação”, além de que se suspeita que os documentos apresentados sejam falsos. 

As autoridades acreditam que se poderá tratar de um caso em que são ficcionados contratos de trabalho em troca de dinheiro. As pessoas encontradas em Coimbra, todas em idade ativa, não se encontram a trabalhar.  

No âmbito desta operação foram executados dois mandados de busca domiciliária e outros dois a estabelecimentos comerciais, além de a várias viaturas associadas à empresa e ao seu sócio-gerente. Foi apreendida documentação diversa, assim como material informático e de comunicações.

 

 

 

 

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