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Coimbra

Loja da Baixa de Coimbra rendida às vendas no Facebook (com vídeos)

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Isabel Leão é comerciante na Baixa de Coimbra há mais de 20 anos. Com a pandemia reinventou o negócio e entrou no maravilhoso mundo das vendas online. Com diretos no Facebook viu a faturação crescer pelo menos 50% e já não quer outra coisa. 
A lojista teve um estabelecimento na Rua do Paço do Conde, onde vendia malas e carteiras. Nos últimos anos, instalou-se no número 58 da Rua Eduardo Coelho, alargou o leque de artigos aos lenços, luvas, gorros e até vestuário. O que não imaginava era que, para salvar o negócio, se iria render ao mediatismo.
“Há cerca de ano e meio fez-se-me uma luz para minimizar esta crise que nos atingiu. Comecei a pensar em fazer diretos”, conta ao Notícias de Coimbra. “Foi uma experiência muito positiva a nível pessoal e profissional. Eu estava muito desanimada”, revela.
Obrigada a fechar portas por causa do confinamento, Isabel Leão, que sempre viveu do negócio na Baixinha e que “adora lidar com os clientes”, foi-se abaixo. Quando olhou para o Facebook como uma janela de oportunidade tudo começou a melhorar. “Não foi muito fácil de início, foi um reajustamento muito exigente”, afirma. Mas a verdade é que este “ano e meio foi uma grande ajuda económica, no que se refere à publicidade do espaço e também para o ânimo”.
“Posso falar de um crescimento de 50% no mínimo, estaria a ser injusta se dissesse menos”, garante.
Os diretos são feitos quase todas as semanas, ao final do dia, por volta das 21:00. Chegam a ter hora e meia de duração, mas há também mini-diretos, como o que o NDC assistiu esta quinta-feira. Era para ter 15 minutos mas estendeu-se quase à meia hora, porque há que responder às solicitações das clientes “e mostrar o que querem ver”.
“Isto é muito exigente”, confessa a comerciante, que conta com a ajuda da amiga Nina Henriques que usa um telemóvel para a filmar. O marido é quem toma nota das encomendas.
Isabel Leão tem vindo a aperfeiçoar a técnica. “É preciso fazer a estrutura toda, a montagem do direto, a escolha dos artigos, a lista do que vai ser apresentado”, relata. Cada peça tem um número para facilitar o processo. As clientes vão dizendo nos comentários que artigos pretendem e depois a entrega acerta-se por mensagem privada. “Entregamos na loja e em mãos em Coimbra sem custos para o cliente. Depois, mandamos para todo o país pelos Correios e aí já tem portes. Já enviei também para a Suíça, Luxemburgo, França”, enumera.
“Olá muito boa tarde minhas meninas! Aqui estou eu de novo com mais um mini-direto hoje. Já me conhecem, já sabem que o meu nome é Isabel Leão”, começa por dizer assim que a “adjunta” Nina lhe faz o sinal. Comunicativa, Isabel olha diretamente para a câmara do telemóvel. “Tenho coisas lindas e maravilhosas, com muita variedade, qualidade e preço”, garante.
Os quase 30 minutos que se seguem são um corrupio de despe e veste. A vendedora experimenta tudo para “mostrar como fica”. É o “casaquinho”, as “capinhas com pelo giríssimas”, cada “pecinha” tem um valor, a maioria entre os 9 euros (cachecóis) e os 90 (kispo). Pelo meio, não falta o marketing: “Já sabem, partilhem, quanto mais partilharem, mais nos estão a ajudar. Sem vocês nada disto era possível”, atira.
Muitas das clientes são tratadas pelo nome. Vai-se formando “uma família, amizades, nestes diretos”, além disso, algumas compradoras do Facebook visitam também a loja. A ajudante vai dando conta dos pedidos que surgem, mas quando os diretos são maiores o marido de Isabel é que aponta tudo. “Com certeza, doutora Aida”, diz em resposta a uma encomenda. “Há esse tamanho dona Guida”, confirma a outra. “Olá Neuza! Um beijinho para ti em direto para o Luxemburgo. Um beijinho no teu coraçãozinho”, envia.
De repente, em poucos minutos, a loja da Baixa de Coimbra que estava vazia “enche-se” de gente que entra pela Internet. Quase uma centena de pessoas veem, compram, fazem perguntas, mandam beijinhos. “Digam lá que este casaco não é um tcharam”, vai dizendo Isabel Leão, que fala quase sem cessar. “É artigo 100% nacional”, assegura.

Nina Henriques é uma ajuda preciosa. Começou por ser cliente, mas depressa passou a amiga de Isabel Leão. Foi chef de cozinha, e agora, aposentada, tem mais tempo livre. “Tudo o que puder fazer faço para ajudar”, diz ao NDC, confessando que “nunca antes tinha filmado”. Quanto à experiência, “está a ser muito agradável” e a trazer-lhe “bons momentos e muitas amizades”.

Isabel também já não volta ao passado. “Com certeza que vou estar aqui sempre a fazer diretos até que me impeçam”, afiança.

Veja o direto NDC do direto da loja Isabel Leão:

Veja a entrevista de Isabel Leão ao NDC:

Conheça a ajudante Nina Henriques:

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