Coimbra

Locais de apoio em Coimbra estão a acolher 106 pessoas retiradas. 83 estão em lares

Notícias de Coimbra com Lusa | 55 minutos atrás em 12-02-2026

Os locais de apoio de Coimbra previamente definidos para receber população retirada de zonas de risco de cheia estão a acolher, de momento, 106 pessoas, 83 das quais de lares de idosos, afirmou hoje fonte da proteção civil municipal.

O maior número deve-se aos 83 utentes de lares que estão instalados no pavilhão Mário Mexia, onde têm apoio prestado por 25 funcionários das instituições particulares de solidariedade social, oito técnicos da Câmara e Instituto da Segurança Social, e oito profissionais de saúde em regime de voluntariado, disse à agência Lusa fonte oficial da proteção civil municipal.

O decréscimo no número de pessoas acolhidas acontece por uma desmobilização “para casa de familiares”, explicou a mesma fonte.

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Estas zonas de concentração e apoio à população (ZCAP), que dão resposta à ordem de retirada de zonas de maior risco e de pessoas em situação de maior fragilidade, chegaram a ter, na quarta-feira, 160 pessoas acolhidas.

Às 16:00 de hoje, a Escola Inês de Castro, que funciona como ZCAP para São Martinho do Bispo, tinha quatro pessoas acolhidas, e a Escola Básica 2, 3 de Taveiro 19 pessoas, sete das quais crianças, referiu.

Já a ZCAP que abrange São Silvestre, São João do Campo e São Martinho de Árvore tinha zero pessoas acolhidas hoje à tarde, situação igual à ZCAP de Torres do Mondego e Ceira (Casa do Povo de Ceira).

Na terça-feira, o município avançou com a retirada preventiva de pessoas de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal, Arzila e São Martinho do Bispo, zonas mais densamente povoadas, de cota baixa e situadas na margem esquerda do rio (além de Conraria e Cabouco, a montante da ponte-açude).

Na quarta-feira, foi a vez de ser acionada nova zona de evacuação que abrange pontos de São Martinho de Árvore, Quimbres (São Silvestre) e São João do Campo.

Nesse dia, por volta das 17:00, a margem direita do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.

O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.

Hoje, a margem direita do canal principal do rio Mondego partiu e passou a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho).

Esse mesmo canal de rega, pressionado por mais água do Mondego, também acabou por partir uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), distribuindo água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.