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Livro sobre “Foral Manuelino de Olivença 1510” apresentado em Coimbra e Leiria

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A obra “Foral Manuelino de Olivença 1510″, documento considerado “referência nos estudos históricos oliventinos”, é apresentada em julho em Coimbra e Leiria, e Saul António Gomes, um dos autores, revelou que a edição “nada tem a ver com política ou diplomacia”.

A edição é um trabalho dos historiadores Saul António Gomes, Mário Rui Rodrigues e José Antonio González Carrilo, e reparte-se por dois volumes, pensados para assinalar os 500 anos de atribuição do foral manuelino a Olivença, em 1510, ano em que D. Manuel I outorgou também carta de foral a Leiria. As cidades espanhola e portuguesa estão geminadas desde 1984.

“Foral Manuelino de Olivença 1510” foi editado em 2021 pela Diputación de Badajoz – Universidade de Extremadura, Espanha, e resulta do trabalho dos três investigadores, que repartiram o trabalho em dois volumes: o primeiro, da autoria de Mário Rui Rodrigues, regista “uma visão muito aprofundada, documentada e rigorosa da história de Olivença desde os tempos mais remotos até meados do século XVI”, explicou à agência Lusa Saul António Gomes.

O segundo volume inclui “a análise e edição, com textos históricos contextualizadores e elementos auxiliares de leitura e interpretação, do foral manuelino, que foi outorgado pelo rei D. Manuel I a Olivença, em 1510”, recordou o historiador.

Esta edição culmina um projeto iniciado há cerca de sete anos, aquando da celebração pelo Ayuntamiento de Olivença dos 500 anos de entrega do foral ao município, em 2015.

“Alguns forais manuelinos, por questões históricas que resultavam de interesses que opunham senhores locais à Coroa, demoravam algum tempo – anos mesmo – até serem recebidos formal e legalmente por parte dos seus destinatários”, daí a diferença de cinco anos entre a outorga e a entrega, esclareceu Saul António Gomes.

Para o historiador, esta é uma “obra monumental”, que constitui um “ato de cultura e de valorização da história de uma comunidade”, assumindo “objetivos puramente historiográficos, científicos e artísticos”.

“O livro é puramente científico. Nada tem a ver com política ou diplomacia”, deixando os autores a discussão em torno da soberania sobre Olivença “para os governos dos dois países”.

“Limitámo-nos a pesquisar e a escrever a história de Olivença com um intuito absolutamente historiográfico. A seriedade da investigação levada a cabo resultou numa obra de grande solidez científica, e aparato gráfico, que a tornará numa peça bibliográfica de referência nos estudos históricos oliventinos”, destacou.

Por outro lado, “a dimensão artística, de beleza, de que o códice do foral é um testemunho eloquente, concilia-se perfeitamente com Olivença”, cidade que Saul António Gomes caracteriza como “muito rica em termos de património arquitetónico, uma terra repleta de arte, riquíssima para as épocas medieval e, sobretudo, quinhentista”.

O historiador destacou “as igrejas magníficas como a de Santa Maria Madalena, manifesto manuelino estupendo, onde repousam os restos mortais, aliás, de D. Frei Henrique de Coimbra, o franciscano que, embarcando na armada de Pedro Álvares Cabral, veio a celebrar a primeira missa no Brasil e foi, mais tarde, feito bispo de Ceuta”, concluiu.

A apresentação em Portugal dos volumes do livro está agendada para o dia 01 de julho, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (18:00) e, no dia seguinte, no Centro de Diálogo Intercultural de Leiria (16:00).

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