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Coimbra

Livro explica origens da alfabetização pelo método de João de Deus no interior

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Um livro sobre as origens da alfabetização pelo método do poeta João de Deus com impulso do republicano Casimiro Freire, na Castanheira de Pera, começa esta semana a ser distribuído, anunciou hoje o autor.

Aires Henriques disse à agência Lusa que a publicação de “Por montes e vales – As Escolas Móveis e o republicanismo no Vale do Zêzere” visa homenagear Casimiro Freire e “quantos se dedicaram à grande obra nacional de alfabetização”, através da Associação das Escolas Móveis, antecessora da Associação de Jardins-Escolas João de Deus, uma instituição que intervém atualmente nas áreas da educação e cultura.

“A primeira missão da associação teve lugar em 1882, precisamente na Castanheira de Pera, que pertencia ao município de Pedrógão Grande”, do qual obteve autonomia administrativa em 1914, adiantou, indicando que o projeto educativo começou com “apoio do então visconde António Alves Bebiano”, numa casa que atualmente pertence ao ex-sindicalista Kalidás Barreto, um dos fundadores da CGTP.

Dono do Museu da República e Maçonaria, em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, Aires Henriques explicou que o livro, de 482 páginas, tem prefácio do historiador Amadeu Carvalho Homem e “é virado sobretudo para os estudiosos do republicanismo, do ensino e da instrução popular”.

Na sua opinião, “revela-se do maior interesse conhecer e divulgar o caso do Centro Escolar Democrático União Coentralense”, no Coentral, ainda no concelho da Castanheira de Pera, em plena Serra da Lousã, “como retrato de uma realidade e de uma época”.

Além da biografia de Casimiro Freire (1843-1918), oriundo de Pedrógão Pequeno, no vizinho município da Sertã, já no distrito de Castelo Branco, o livro “é profusamente ilustrado e contém estudos sobre outras figuras destacadas” da região.

Entre outros, a lista inclui os irmãos Augusto e Abílio Baeta das Neves Barreto (Castanheira de Pera), José Jacinto Nunes e os seus tios João Jacinto Fernandes e Joaquim António Jacinto (Pedrógão Grande), José Simões de Almeida (tio e sobrinho, com o mesmo nome), José Malhoa e Abílio Lopes dos Reis (Figueiró dos Vinhos), Carlos Ehrhardt, Custódio Martins de Paiva, Joaquim Henriques Vidigal, Abílio Correia da Silva Marçal e Abílio David (Sertã).

“As dificuldades de fazer conhecer às populações, sobretudo às rurais, as linhas mestras do republicanismo, derivaram de diversos condicionalismos, tais como a preponderância inquestionável da Igreja católica, a vasta rede do caciquismo – identificado com as figuras do padre, do terratenente, do boticário, ou seja, de todos os que eram entendidos como notáveis locais – e também com o proverbial analfabetismo do contingente demográfico português”, refere Carvalho Homem no prefácio.

Este quadro de referência, acrescenta, “encontra-se bem presente nas obras de temática republicana saídas do impecável labor” de Aires Henriques.

O professor universitário enaltece os dois últimos estudos do autor – “Maçons de pedra e cal – A Maçonaria ao Vale do Zêzere” e “Por montes e vales – As Escolas Móveis e o republicanismo no Vale do Zêzere” – para concluir que ele “é uma voz autorizada no contexto do que se convencionou designar por historiografia local”.

Devido à pandemia da covid-19, o economista de Pedrógão Grande ainda não agendou as apresentações da obra que prevê realizar, devendo as encomendas ser efetuadas, para já, através do ‘email’ [email protected]

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