A infeção por Covid-19 continua a revelar manifestações menos conhecidas que podem passar despercebidas a muitos doentes. Entre elas está a chamada “língua de Covid”, uma condição que afeta a boca e a língua e que tem sido identificada em alguns casos desde o início da pandemia.
Embora sintomas como tosse persistente, febre, fadiga ou perda de paladar e olfato sejam amplamente reconhecidos, estudos iniciados em 2020 apontam para alterações orais como possíveis indicadores da doença. Segundo os especialistas, estas manifestações não são comuns, mas merecem atenção.
A chamada língua de Covid caracteriza-se pelo aparecimento de manchas na língua, pontos brancos, sensibilidade aumentada e sensação de boca seca. Podem ainda surgir úlceras na boca e nos lábios, inchaço da língua, dificuldade em mastigar e, em alguns casos, candidíase oral.
O médico britânico Tim Spector, envolvido no estudo, explica que “uma em cada cinco pessoas infetadas pode apresentar sintomas menos habituais que não constam nas listas oficiais”, acrescentando que têm sido observados cada vez mais relatos de alterações estranhas na língua associadas à infeção.
De acordo com os profissionais de saúde, estes sintomas tendem a desaparecer após a recuperação da Covid-19, embora possam persistir até duas semanas depois do fim da infeção, refere o Notícias ao Minuto.
Especialistas sublinham que, apesar do aparecimento de novas variantes, os sintomas da Covid-19 permanecem, em grande medida, semelhantes aos observados anteriormente. Febre, arrepios, tosse, dor de garganta, congestão nasal, fadiga, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, vómitos e diarreia continuam a ser os sinais mais frequentes.
Segundo médicos citados em publicações internacionais, a maioria dos casos atuais é ligeira, podendo mesmo passar despercebida. Ainda assim, alertam que a falta de ar, embora menos comum, pode indicar uma infeção mais grave e deve levar à procura imediata de cuidados médicos.
A diferenciação entre Covid-19, gripe e constipação continua a ser difícil, uma vez que não existe um sintoma exclusivo que permita distinguir claramente as doenças. Algumas variantes recentes têm sido associadas a dores de garganta muito intensas, descritas por alguns doentes como particularmente agressivas, mas o quadro geral mantém-se semelhante.
Os especialistas reforçam a importância de estar atento aos sinais do corpo e de procurar aconselhamento médico sempre que surjam sintomas persistentes ou preocupantes.