A nova presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, Liliana Pimentel, afirmou hoje que os planos que tem para o concelho exigem a abertura de novos caminhos, para os quais preparou um mapa a dez anos.
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“O futuro que queremos construir para as nossas gentes e para o nosso território exige coragem para inovar, visão para planear e determinação para executar. Exige a abertura de novos caminhos”, destacou.
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Na sua intervenção na cerimónia de tomada de posse, Liliana Pimentel apontou que Condeixa foi sempre um local de passagem, no entanto, “não pode conformar-se em ser apenas a periferia de Coimbra ou um mero corredor para chegar a Conímbriga”.
“O nosso destino é sermos um exemplo de excelência, qualidade de vida, que atrai talento e fixa famílias. Um centro de inovação, que liga o conhecimento da Universidade ao nosso tecido empresarial, um centro de cultura e turismo sustentável, que transforma o nosso património único numa experiência de valor internacional”, referiu.
De acordo com a autarca, para perseguir esta ambição e “seguir viagem, preparou “um mapa”.
“Não se trata de um conjunto de promessas avulsas, mas de um plano estruturado para a próxima década, que define uma estratégia clara, ambiciosa e fundamentada. Almejamos o desenvolvimento sustentável”, vincou.
Aos presentes, que encheram o pátio dos Paços do Concelho, assegurou que pretende abrir novos caminhos para promover o desenvolvimento integrado e sustentável de Condeixa, colocando os cidadãos “no centro de todas as decisões políticas.
“A nossa missão é construir um futuro mais próspero, resiliente, justo e participado melhorando a qualidade de vida de todos os que aqui vivem, trabalham e investem, através de uma governação rigorosa, transparente, inovadora e próxima das pessoas”, indicou.
Para tal, prometeu sustentar a sua ação em quatro grandes eixos estratégicos, que acredita serem quatro novos caminhos para o desenvolvimento de Condeixa.
O primeiro caminho é o da proximidade, prometendo reforçar as políticas sociais, saúde, educação e acesso à habitação, apostando ainda na promoção do envelhecimento ativo e apoio à juventude.
Para seguir o caminho de competitividade e tecnologia, disse pretender fomentar um ecossistema económico dinâmico e atrativo, apoiando o tecido empresarial e o comércio local e modernizar serviços.
Em relação ao caminho para a sustentabilidade, garantiu proteger e valorizar os recursos naturais, promover a eficiência energética, a mobilidade sustentável, bem como a gestão inteligente de resíduos.
Sobre o caminho para a integração com o território e participação cívica, revelou pretender valorizar a identidade cultural e o património do concelho, para além de promover o turismo.
Na sua intervenção, Liliana Pimentel frisou ainda que a sua vitória foi “um abalo contra a resignação”, que deve ser interpretado não apenas como uma simples alternância de poder, mas “como um sinal profundo da vitalidade da democracia e da maturidade cívica dos condeixenses”.
“Pela primeira vez, um movimento independente de cidadãos, nascido da vontade genuína da comunidade, apresentou uma candidatura e conquistou a vitória numas eleições autárquicas. Pela primeira vez, uma mulher tem a honra de presidir à Câmara de Condeixa”, evidenciou.
A autarca deixou ainda o recado de que o período de campanha e das viagens separadas terminou, começando hoje “o tempo de governar, unir e trabalhar em conjunto”.
Liliana Pimentel sucedeu a Nuno Moita (PS), que estava impossibilitado de se recandidatar devido à lei da limitação de mandatos.
O movimento Condeixa Novos Caminhos (CNC) que encabeçou, depois de se desfiliar do PS onde foi líder da concelhia, arrecadou 43,50% dos votos, seguindo-se o PS com 23,41% e o PSD com 21,82%.
Num concelho que foi sempre PS desde o 25 de Abril, o executivo da Câmara de Condeixa passa agora a ser constituído por três elementos do movimento independente, dois do PS e dois do PSD.
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