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Coimbra

Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra quer voltar ao voluntariado nas enfermarias (com vídeos)

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Os voluntários da Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (LAHUC) estão sem poder fazer voluntariado hospitalar desde março de 2019 por causa da pandemia. Querem voltar às enfermarias, mas a Covid-19, teima em não deixar. Foram hoje homenageados num almoço para lhes dar “ânimo e esperança”. 

“Temos conhecimento da falta que temos feito junto dos doentes, durante esta pandemia até as visitas de familiares foram vedadas, e há situações gravíssimas”, assegura Palmira Paulos, voluntária há uma década. “Estamos inativos vai para dois anos”, lamenta. Têm sido tempos “muito difíceis” principalmente para os doentes, considera a mais antiga voluntária da LAHUC. “Há doentes com internamentos prolongados que precisariam muito do nosso ouvido e da nossa palavra que faria toda a diferença”, afirma, adiantando que espera poder “regressar em breve”.

Isabel Garcia, presidente da associação, revelou ao NDC que já foi solicitada uma reunião ao conselho de administração dos HUC para averiguar quando é que as cerca de duas dezenas de voluntárias que se encontram no ativo podem voltar ao hospital. “As medidas de prevenção não permitem que seja feito o voluntariado hospitalar e nós compreendemos isso”, diz a responsável. Ainda assim, ao longo destes dois anos, as colaboradoras têm mantido a atividade “no apoio solidário, a famílias carenciadas e mesmo em plena pandemia foram feitas entregas”, respeitando todas as regras de segurança, refere.

Mas estas voluntárias estão vocacionadas para o contacto com os doentes e por isso têm sentido falta de poderem apoiar quem está no hospital. Nesse sentido e aproveitando o Dia Internacional do Voluntariado, celebrado ontem, a LAHUC promoveu hoje um almoço no Hotel Dona Inês, em Coimbra. O encontro procurou “transmitir ânimo e esperança aos voluntários que, desde março de 2019, estão privados de fazer voluntariado hospitalar para o qual estão formados e vocacionados e tão necessário à humanização dos nossos hospitais e ao apoio afetivo e emocional do doente”, explicou ao NDC Ana Paula Miguel, da direção da associação.

Este é “um momento de agradecimento e também para sentirmos nesta época o calor humano. Apesar da pandemia é absolutamente necessário que continuemos a preservar os encontros, a família e este calor humano”, assegura Isabel Garcia.

O convívio serviu também para angariar bens que vão enriquecer os 35 cabazes que a associação distribui por famílias mais necessitadas nesta época natalícia.

 

Veja o direto NDC com Isabel Garcia, presidente da LAHUC:

Veja o direto NDC com duas voluntárias de longa data da LAHUC:

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