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Política

Líder parlamentar do PS adverte que Portugal tem de crescer “sem doping” e com novos modelos de negócios

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O líder parlamentar do PS advertiu hoje que Portugal tem de crescer sem o “doping” da dívida, seguindo em alternativa um caminho de sustentabilidade, e através de uma mudança gradual para novos modelos de negócio.

Estes alertas foram transmitidos por Eurico Brilhante Dias perante o International Club of Portugal, depois de ser questionado sobre a relevância do indicador nacional referente ao PIB (Produto Interno Bruto) per capita.

No entanto, para o presidente do Grupo Parlamentar do PS, o PIB per capita está longe de ser único indicador relevante na análise económica e contrapôs com um exemplo baseado no dado referente ao peso da dívida

 “Se tivermos uma economia que tem 50% de dívida pública em percentagem do PIB, cuja participação do investimento público na formação bruta de capital fixo é o dobro da portuguesa, e se a taxa de desemprego desse país for o dobro da nacional, então estão lá as condições de base no médio prazo no sentido de crescer mais do que Portugal”, referiu.

Perante este constrangimento resultante do peso da dívida, Eurico Brilhante Dias apontou um caminho alternativo.

“Não há nenhum Governo responsável que possa meter mais doping no crescimento português. O doping chama-se dívida. O que se espera do Governo português é que ponha o país a crescer de forma sustentável, sem doping”, frisou.

Eurico Brilhante Dias referiu-se também a um segundo desafio da economia portuguesa.

“Quando digo que os portugueses têm mais qualificações, têm outras ambições e que há um desafio de soluções híbridas, ou de trabalho à distância com integração de recursos portugueses em operações internacionais, isso também significa que o valor acrescentado produzido a partir de empresas com base em Portugal vai obrigar a novos modelos de negócio”, assinalou.

Depois, o líder da bancada socialista deixou uma advertência: “Os modelos de negócio do passado vão sendo consumidos porque os recursos que se consegue incorporar não são os mesmos”.

“Já não se produz calçado da mesma forma, o modelo de negócio teve de alterar-se”, referiu a título de exemplo.

Neste ponto, Eurico Brilhante Dias salientou o conjunto de consequências resultante da progressiva quebra demográfica do país.

“Este impacto que temos com a diminuição da demografia vai obrigar a uma alteração de modelos de negócios. Vamos ter de gerir de outra forma, vamos ter de subir na cadeia de valor sob pena de não gerarmos oportunidades, nem o crescimento económico que precisamos para sustentar o modelo social”, acrescentou.

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