Política

Líder do Bloco de Esquerda diz que preço da habitação põe “todas as gerações à rasca”

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 ano atrás em 18-03-2023

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) afirmou que o problema da habitação está a deixar “todas as gerações à rasca”, sublinhando que o preço de uma casa ou de uma renda “torna tudo um drama”.

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“Quando olhamos para a habitação, estão todas as gerações à rasca”, referiu Catarina Martins esta sexta-feira em Braga, num jantar comemorativo dos 24 anos do partido.

Para a líder bloquista, trata-se de um problema que tanto afeta os mais novos, “que não conseguem sair de casa”, como os mais velhos, quando precisam de uma “casa adaptada” às suas novas necessidades.

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Catarina Martins disse que, com o preço da habitação, até uma separação entre um casal se tornou um “drama”. “O preço da habitação torna tudo um drama”, reiterou.

Por isso, apelou à forte adesão na manifestação pelo direito à habitação marcada para 01 de abril.

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“Porque o direito à habitação não pode ser uma mentira e porque as mentiras que o Governo tem contado não resolvem nenhum dos problemas da habitação”, referiu.

Catarina Martins disse que há um “mal-estar imenso” dos portugueses em relação ao Governo e à situação do país, apontando como exemplo a greve geral da função pública, que decorreu na sexta-feira.

“Esta greve é também a expressão deste mal-estar imenso com o país, com uma maioria absoluta do Partido Socialista que todos os dias diz que está tudo bem, ou que vai estar tudo bem, e só deixa os problemas acumularem-se e nunca resolve absolutamente nada”, referiu.

Para Catarina Martins, o aumento em “quase 30%” do preço do cabaz dos bens essenciais faz com que ir ao supermercado seja “um exercício de obstáculos, para tentar perceber o que é que se pode comprar”.

A líder bloquista disse que todas as promessas e palavras do Governo sobre salários e inflação “ruíram”. E, avisou, a inflação constitui “um duplo assalto”.

“Assalto ao salário de quem trabalha, porque está a pagar o que não deve por aquilo de que precisa. E assalto também ao país porque tira de cá o dinheiro, a riqueza que é produzida por quem trabalha, que vai para um qualquer ‘offshore’ e não pagará a escola, a justiça, o hospital, o centro de saúde, aquilo que é fundamental ao nosso Estado, a nossa democracia e que é a razão por que trabalhamos e pagamos impostos”, rematou.

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