Portugal volta a viver momentos de crise com a passagem da depressão Kristin, que provocou 10 mortes confirmadas e deixou milhares de famílias afetadas.
Este fenómeno meteorológico é já considerado uma das tempestades mais trágicas das últimas décadas, em termos de vidas perdidas e prejuízos materiais.
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Ao longo dos últimos anos, o país tem sido atingido por fenómenos extremos cada vez mais frequentes e violentos. Milhões de euros em danos, casas destruídas e vidas interrompidas marcaram eventos anteriores, alguns dos quais se tornaram marcos da história recente:
Cheias de 1981: Chuvas intensas em Lisboa e arredores causaram 30 mortos e desalojaram cerca de 900 pessoas.

Inundações de 1983: Lisboa, Loures, Cascais e Torres Vedras sofreram com chuvas torrenciais que mataram pelo menos 10 pessoas, com nove desaparecidos e quase 2 mil famílias desalojadas.

Tragédia da Ribeira Quente (1997, Açores): Derrocadas provocadas por intensas chuvadas soterraram dezenas de casas, resultando em 29 mortes.

Aluvião da Madeira (2010): Chuvas constantes provocaram uma enxurrada devastadora, causando 51 mortes, 600 desalojados e prejuízos de cerca de mil milhões de euros.

Furacão Leslie (2018): Apesar de já ter perdido a categoria de furacão, Leslie atingiu o Algarve e o Centro Litoral com ventos fortes, provocando duas mortes e prejuízos superiores a 100 milhões de euros.

Tempestade Alpha (2020): Em plena pandemia, Alpha causou ventos intensos, inundações urbanas, dois tornados e uma morte indireta.
Depressão Cláudia (2025): Provocou três mortes, graves inundações e mais de 4 mil ocorrências, afetando sobretudo o sul e litoral do país.

Depressão Kristin (2026): Atingiu Portugal na última semana, trouxe chuvas intensas, ventos fortes e destruição generalizada, reforçando a vulnerabilidade do país a fenómenos meteorológicos extremos e a necessidade de estratégias mais eficazes de prevenção e resposta. Já provocou 10 mortes.

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