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Leonor Barata é a nova diretora e programadora do Teatro Aveirense

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 16-03-2026

 A bailarina e coreógrafa Leonor Barata é a nova diretora e programadora do Teatro Aveirense, em Aveiro, sucedendo no cargo a José Pina, informou hoje a autarquia local.

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Numa nota camarária, a autarquia anuncia a nomeação de Leonor Barata como nova diretora e programadora do Teatro Aveirense, dando conta do início de um novo ciclo na política cultural do município, assente no reforço da coesão territorial e cultural e na aproximação da criação artística a todas as comunidades do concelho.

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“Esta nova etapa pretende consolidar o Teatro Aveirense como uma estrutura cultural que vai além das suas fronteiras físicas, afirmando-se como um agente ativo na dinamização cultural de todo o território municipal”, refere a mesma nota.

A câmara esclarece que a programação procurará alcançar diferentes públicos e contextos sociais, promovendo o acesso à cultura em todas as freguesias, reforçando o apoio aos artistas e associações locais e incentivando o empreendedorismo criativo.

Neste contexto, segundo a autarquia, assume particular relevância a valorização das artes de rua e da criação artística no espaço público, com especial destaque para iniciativas como o Festival dos Canais e o PRISMA – Art Light Tech, que continuarão a afirmar Aveiro como um território aberto à experimentação artística e à inovação cultural.

Leonor Barata, de 50 anos, sucede a José Pina que esteve 10 anos ao leme deste equipamento gerido pela Câmara de Aveiro, tendo assumido também a coordenação de Aveiro Capital Portuguesa da Cultura 2024.

Licenciada em Filosofia pela Universidade de Coimbra, Leonor Barata completou uma pós-graduação em Estudos Artísticos na mesma instituição, tendo realizado a sua formação em dança no Fórum Dança, em Lisboa, entre 1996 e 1999.

Entre 2021 e 2025, desempenhou funções como vereadora da Cultura na Câmara de Viseu, onde foi responsável pela implementação de diversos programas municipais de apoio à criação artística e pela dinamização de eventos culturais como o Dizer Poesia e o Festival Mosaico.

Antes da sua experiência na gestão pública, desenvolveu uma intensa atividade artística nas áreas da interpretação, criação e pedagogia, tendo colaborado como formadora com várias instituições culturais, entre as quais o Centro Cultural de Belém e o Teatro Viriato.

Enquanto coreógrafa, criou vários espetáculos dirigidos ao público jovem, entre os quais “A Menina do Mar” (2004), “Pretas e Vermelhas Penduradas nas Orelhas” (2007), “Fios e Labirintos” (2010), “Azul!” (2012) e “Ver a Odisseia para chegar a Ítaca” (2016), bem como outras criações.

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