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Coimbra

Leilão de achados da PSP de Coimbra com artigos a partir de 1 euro (com vídeos)

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Lotes de chapéus de chuva, carteiras, carrinhos de bebé, sacos, malas, mochilas, óculos graduados e de sol, artigos aos milhares estão a ser leiloados esta sexta-feira na Polícia de Segurança Pública de Coimbra. Os polícias “leiloeiros” estão a despachar o maior número possível de objetos não reclamados pelos proprietários, com bom humor e bases de licitação a partir de um euro. 

O leilão começou às 10:00 e, na garagem do Comando Distrital de Coimbra da Polícia de Segurança Pública, na avenida Elísio de Moura,  juntaram-se pouco mais de três dezenas de pessoas à espera de encontrar bons negócios. A iniciativa costuma realizar-se anualmente, mas por causa da pandemia não se fez no ano passado. Os objetos acumulados foram tantos que o leilão, inicialmente previsto apenas para o período da manhã, vai prolongar-se durante a tarde, com a licitação de peças em ouro e prata, entre outras.

“Este leilão decorre com artigos que estão perdidos a favor do Estado, portanto, que chegaram às nossas mãos há mais de um ano. Normalmente vêm de centros comerciais, mas também na via pública”, explica Margarida Oliveira, subintendente da PSP de Coimbra, ao NDC. As peças, que chegam todos os dias ao Comando, são separadas, etiquetadas, identificadas e colocadas em caixotes.

O leilão é aberto ao público em geral. Quem quiser licitar, basta chegar, identificar-se e escolher o que mais lhe interessa. Depois, é preciso ter sorte, rapidez e algum dinheiro para gastar. A base de licitação é sempre de um euro e depois o valor vai crescendo à medida do interesse demostrado pelos presentes.

Guarda-chuvas, peças de roupas e malas são os objetos mais encontrados, refere Margarida Oliveira, revelando que os documentos de identificação, e artigos eletrónicos com dados (como discos externos, pens e outros) são destruídos por questões de proteção de dados.

A prioridade da secção de Perdidos e Achados da PSP é devolver os bens aos seus legítimos proprietários, mas nem sempre é viável. “Já conseguimos devolver chupetas e fraldas de pano que os bebés reclamam tanto com os pais que eles têm de vir buscar”, conta a subintendente. Por outro lado, há artigos muito valiosos e até dinheiro que ficam por entregar.

Durante esta manhã, o NDC viu em leilão artigos novos ainda com etiquetas e preços marcados, como carteiras e malas de senhora. Artigos usados de marca e outros menos apetecíveis foram vendidos em lotes colocados pelos agentes em sacos de compras. “Leva esta carteira, e este porta-moedas e ainda esta capa para o telemóvel. Um euro”, dizia, bem disposto, um dos polícias. “Olhem esta mala toda gira”, comentava outro.

“Tentamos despachar tudo aquilo que podemos licitar”, afirma Margarida Oliveira. Roupa usada é doada a instituições, assim como bens alimentares aptos para o consumo.  A subintendente explica que “todo o valor que é angariado é depositado nos serviços sociais da PSP” que depois é aplicado em residências, bolsas, e diversos tipos de apoio.

Durante a manhã, uma trotineta elétrica, não reclamada pela empresa concessionária, foi o artigo mais caro. Chegou aos 70 euros. Por outro lado, Fernando Arede, comprou um molho de chapéus de chuva e um lote de mochilas tudo por seis euros. “Às vezes venho, mas a mim isto serve-me para a caça, para a pesca, para espantar os pardais … Não é para revenda como alguns que vêm aí”, comentou à reportagem do NDC o reformado.

A PSP decidiu prolongar o leilão durante o resto do dia de hoje. Quem estiver interessado ou curioso deverá dirigir-se às instalações na Avenida Elísio de Moura com um documento de identificação e máscara de proteção individual.

Veja o direto NDC com a subintendente Margarida Oliveira:

Veja o direto NDC com alguns artigos em leilão:

Veja o direto NDC com o licitador Fernando Arede:

 

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