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Coimbra

“Praxe não é praga, praxe é Coimbra”

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A Distrital de Coimbra da JSD coloca Outdoor na cidade de Coimbra onde afirma  que “Praxe não é praga. Praxe é Coimbra”, em resposta declarações anti-praxe do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e exige mesmo a demissão do membro do Governo que está em Coimbra na quinta-feira, 15 de setembro.

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Veja o comunicado da JSD:

A 11 de Julho de 2016, após o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmar repudiar totalmente as praxes académicas, em “qualquer que seja a sua forma” e apelar a “um combate cerrado” contra as suas práticas, considerando-as “uma das maiores pragas que temos de combater”, a JSD Distrital de Coimbra exigiu que o Ministro fizesse um pedido de desculpas público à cidade e região de Coimbra, sendo que, caso não o fizesse, exigiu ao Primeiro-ministro António Costa que procedesse à sua demissão.

Na altura, recordámos que Coimbra tem praxe académica há séculos e que esta é cultura, tradição e história desta cidade e desta região.

A praxe académica foi uma arma política contra o Estado Novo em Portugal e essencial para a construção de condições para o 25 de Abril. A sua reposição, depois do PREC (processo revolucionário em curso) na década de setenta, foi uma manifestação da liberdade conquistada.

Para além de uma fortíssima tradição de inclusão e integração de estudantes, a praxe académica de Coimbra é, e deve continuar a ser, sinónimo e hino à liberdade e ao regime democrático. O Ministro, afirmando que a praxe é uma praga, está a condenar as manifestações de liberdade crítica, muitas vezes concretizadas com humor, típicas da Queima das Fitas e da Latada, comportando-se como o membro de um governo totalitário.

É certo que têm surgido algumas situações isoladas, normalmente em instituições onde a prática é mais recente, em que muitas vezes existe abuso dos mais elementares direitos dos jovens estudantes e, principalmente, das jovens estudantes. Estes abusos, onde quer que aconteçam, são intoleráveis e injustificáveis. Devem ser investigados e condenados, sem exceção, quer pelas autoridades académicas quer pela justiça portuguesa.

Talvez por ignorância, confundindo a parte com o todo, ou por cegueira ideológica,  o Ministro Manuel Heitor ofendeu Coimbra e a sua prática secular.

A praxe é, para além de marca característica desta cidade e da região, fonte de inspiração e de liberdade, uma prática com efeitos económicos e turísticos importantíssimos para Coimbra, desde logo dado ao reforço do uso de capa e batina e às festas académicas, que vão de Coimbra à Figueira da Foz.

Infelizmente, o Ministro Manuel Heitor preferiu ignorar o nosso repto. Desde Julho até ao presente optou por, repetidamente, usar e abusar de expressões contra a praxe académica, não percebendo o seu verdadeiro conceito e humilhando a região de Coimbra. Lamentavelmente, os mais altos responsáveis da região, com Manuel Machado à cabeça, preferiram um cómodo silencio protetor do governo, ao invés de fazerem a defesa de Coimbra.

Perante esta realidade, não nos resta alternativa a pedir a demissão do Ministro do Ensino Superior, o que fazemos simbolicamente através da colocação deste Outdoor na cidade de Coimbra onde afirmamos que “Praxe não é praga. Praxe é Coimbra” e no qual enaltecemos as suas vantagens e apelamos à denúncia dos seus abusos.

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