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Kanye West regressa a Portugal já este ano

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 20-03-2026

Imagem: YLE

Kanye West, agora conhecido como Ye, regressa a Portugal este ano, vinte anos após a primeira atuação em palcos nacionais, para um concerto no Estádio do Algarve em agosto, anunciou hoje a promotora do espetáculo.

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“Kanye West vem a Portugal com a BOL para um concerto único no dia 7 de agosto, no Estádio do Algarve. Um dos nomes mais influentes da música contemporânea regressa ao país 15 anos depois da sua última atuação, prometendo um espetáculo à altura do seu legado artístico e cultural”, lê-se no comunicado hoje divulgado pela Bilheteira Online (BOL), que neste caso também promove o concerto.

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Os bilhetes para o espetáculo, cujos valores não foram ainda divulgados, estarão à venda a partir de 26 de março.

Antes disso, em 24 de março, haverá uma pré-venda, à qual poderão aceder os que se inscreverem numa lista de espera no ‘site’ oficial da BOL, em www.bol.pt.

Kanye West, que se tornou “uma figura incontornável da música global, responsável por redefinir os limites do hip hop, da produção musical e da própria cultura pop”, atuou pela primeira vez em Portugal em 2006, no Cool Jazz Fest, em Oeiras, tendo regressado em 2011, para um concerto no festival Sudoeste, na Zambujeira do Mar.

O concerto no Estádio do Algarve, em Loulé, este ano acontece no âmbito de uma digressão mundial do músico, com várias datas na Europa, que acontece após a edição de um novo álbum, “Bully”, disponibilizado hoje.

Músico e produtor, Kanye West, que mudou o nome artístico para Ye em outubro de 2021, editou o primeiro álbum, “The College Dropout”, em 2004.

“Ao longo de mais de duas décadas, construiu uma discografia marcada por inovação, impacto e reinvenção constante, com álbuns que atravessam gerações e continuam a influenciar artistas em todo o mundo”, recorda a BOL, no comunicado hoje divulgado.

Com “Late Registration” (2005), “Graduation” (2007), “My Beatiful Dark Twisted Fantasy” (2011) venceu Grammy de Melhor Álbum Rap, aos quais de somam outros, em vários anos, noutras categorias como Melhor Canção de Rap, com temas como “All of the lights” (com Rhianna e Kid Cudi), “Good Life” (com T-Pain) ou “Ni**as in Paris” (com Jay-Z).

Em 2019 editou um álbum de gospel, “Jesus is King”.

Depois, começou a estar no centro de várias controvérsias, que acabaram ofuscar a carreira musical.

Publicou em várias ocasiões nas redes sociais mensagens antissemitas, acabando mais tarde por pedir desculpas à comunidade judaica, sugeriu que a escravidão era uma escolha e disse que a vacina contra a covid-19 era a “marca da besta”.

Em 2022 anunciou que se candidataria às eleições presidenciais nos Estados Unidos em 2024 e que tinha oferecido o cargo de vice-presidente a Donald Trump.

Em janeiro deste ano, o músico e produtor fez publicar um anúncio no Wall Street Journal no qual pedia desculpa por comportamentos dos quais se arrepende e que diz terem-lhe “destruído a vida”.

No texto, Ye recorda que foi diagnosticado com uma doença bipolar, que o fez “perder contacto com a realidade”: “As coisas foram piorando quanto mais eu ignorava o problema. Disse e fiz coisas de que me arrependo profundamente. Algumas das pessoas que mais amo foram as que tratei pior. Suportaram medo, confusão, humilhação e a exaustão de tentar ter alguém que era, por vezes, irreconhecível”.

Ye disse ter sido encorajado a procurar ajuda pela mulher “há alguns meses”, depois de “bater no fundo”.

“Agora que encontro um novo ponto de partida e um novo centro através de um eficaz regime de medicação, terapia, exercício e vida limpa, tenho uma recém-descoberta e muito necessária claridade. Estou a depositar a minha energia em arte positiva e com sentido: música, roupa, ‘design’ e outras novas ideias para ajudar o mundo”, afirmou o músico.

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