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Encarnação entre Régio e Santana

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O antigo presidente da Câmara de Coimbra Carlos Encarnação lançou nesta quarta-feira, no Convento São Francisco, um livro com as suas crónicas de “intervenção política” publicadas no Diário de Coimbra nos últimos cinco anos.

ENCARNAÇÃO E JÚDICE

A apresentação da obra “Vou por aqui Não vou por aí” foi efectuada por José Miguel Júdice. Confessou gostar “mais de criticar do que elogiar”. Podem ficar descansados que o empresário e jurista só disse (muito) bem do velho amigo Encarnação.

O fundador do hotel Quinta das Lágrimas aproveitou este regresso “à terrinha” para afirmar que Carlos Encarnação foi um grande presidente de Câmara.

Não criticando, mas já criticando, Júdice mandou uma grande indirecta a  Santana Lopes, a quem acusou de ter andado por aí a vender “glamour”.

O antigo presidente da autarquia figueirense voltou a estar presente na intervenção de Júdice, quando o advogado disse o livro lhe faz lembrar “o José Régio e o Santana Lopes”.

“Sabes que vou dizer não, não vou por aí, mas ao contrário do Régio, não dizes não sei para onde vou, não sei por onde vou. Ainda bem que assim , ainda bem que sabes para onde vais e por onde vais. Talvez seja menos poético,  mas é mais importante, conclui José Miguel.

VOU POR AQUI

No livro, editado pelo Clube da Comunicação Social de Coimbra, Carlos Encarnação, de 71 anos, procura fazer “um exercício de coerência”, lembrando que a sua saída da Câmara Municipal, em finais de 2010, renunciando ao cargo de presidente, “coincidiu com um período negro da história de Portugal”, com a intervenção da ‘troika’ internacional no país, no último Governo de José Sócrates (PS).

Os textos “são, na sua essência, reações ou sentimentos, ou a expressão do pensamento livre, ou a busca de referências históricas, ou a interpretação dos atos ou factos mais nebulosos”, afirma o autor numa introdução à obra, intitulada “.

“Dei assim corpo à denúncia do mal feito, ou do excesso, ou do irrazoável, ou do imposto à força, ou da violência sobre pessoas ou setores, ou do aproveitamento político, ou da pura e simples desonestidade”, escreve.

Na hora de agradecer, Carlos Encarnação confessou que tinha combinado com o clube se limitaria a dizer ” então muito boa noite”, mas acabou por falar uma dúzia de minutos.

LIVRO

A sessão contou com a presença de umas 5 dúzias de interessados, destacando-se a presença de alguns dos seus antigos vereadores do social democrata (Maria João Castelo Branco, Nuno Freitas e João Orvalho) e assessores na Câmara Municipal de Coimbra.

Os socialistas Arménia Coimbra, Mário Campos e Ferreira da Silva também estiveram presentes na sessão que decorreu no café concerto do Convento.

ENCARNAÇÃO

Braga da Cruz e Américo Santos, (que lembrou que o politico Carlos Encarnação foi descoberto por Sá Carneiro em Ceira), em representação do Clube da Comunicação Social de Coimbra e Maria Luísa Carvalho, em nome da Casa dos Pobres de Coimbra, foram os anfitriões do evento.

A receita da venda da “Vou por aqui Não vou por aí” reverte na totalidade para a Casa dos Pobres de Coimbra.

O livro de Carlos Encarnação, que deverá contar com apresentações em Lisboa e Porto, pode ser adquirido na Casa dos Pobres ou no Clube da Comunicação Social de Coimbra.

Veja o que aconteceu no vídeo do directo NDC:

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