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Coimbra

Jovens na origem de surto de covid em Coimbra

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Os infetados no surto de covid-19 detetado em Coimbra, com dezenas de casos, são na maioria jovens, confirmou ao Notícias de Coimbra a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).

A informação já circula nas redes sociais há vários dias e associa o caso a uma discoteca. O NDC ouviu o responsável do estabelecimento visado que disse não ter sido contactado pela autoridade de saúde, garantindo que “não há casos positivos entre o staff e que todas as regras são cumpridas, nomeadamente a obrigatoriedade de teste negativo para entrar no espaço.”

Só no dia de ontem o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Mondego, onde se inclui o concelho de Coimbra, registou 400 casos positivos, revelou um responsável da ARSC ao NDC.

Quanto a este surto em específico, a mesma fonte refere que “está em curso uma investigação, associada a um conjunto de pessoas”, com “vários isolamentos e identificações”, além de um conjunto de casos positivos relevante cujo número exato ainda está a ser apurado. O responsável explica que o processo é complexo e demorado, já que é preciso fazer o rastreamento de um elevado número de envolvidos.

Nas redes sociais, a situação tem-se disseminado nos últimos dias. Em algumas mensagens circula a informação de que o surto terá “mais de 50 casos” e que a origem estará em clientes de uma discoteca que usaram “testes falsos para entrar”. Há até algumas publicações que referem que os infetados estão a esconder a informação dos pais.

A ARSC tem-se confrontado com algumas situações de recusa de fornecimento de informação em relação aos contactos estabelecidos pelos casos positivos o que aumenta a dificuldade de conter o surto.

O NDC contactou o responsável da discoteca identificada nas publicações que garantiu que todas as regras são cumpridas. Confirmando que na sexta-feira da semana passada se realizou uma festa de final de ano do secundário no estabelecimento, sustenta que não é possível confirmar que o surto tenha tido origem no espaço.

O empresário refere que recentemente a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) esteve quatro vezes na discoteca, assim como a PSP e “não foi detetada qualquer irregularidade”. Esclarece ainda que são feitos testes com frequência entre os funcionários e que o estabelecimento realiza “300 testes por noite” já tendo detetado vários casos positivos que “são de imediato barrados”.

“Efetivamente entrar na discoteca com um teste negativo não é sinónimo que a pessoa não possa estar infetada, mas isso acontece aqui como num restaurante ou em qualquer lugar”, sublinha.

A ARSC remeteu mais esclarecimentos sobre este surto para uma nota a enviar ainda durante o dia de hoje.

Em atualização

 

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