Saúde

Jovem sofre de rara alergia…à agua

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 06-04-2026

Uma jovem canadiana começou a apresentar uma condição médica extremamente rara: desenvolvia urticária sempre que a sua pele entrava em contacto com água.

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A adolescente foi encaminhada para uma clínica depois de episódios recorrentes de vergões vermelhos e inflamados, com cerca de 1 a 3 centímetros, que surgiam independentemente da temperatura ou do tipo de água.

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Segundo o relato da paciente, citado pelo ZAP, o primeiro surto ocorreu cerca de dois anos antes, pouco depois de ter iniciado a menstruação. Desde então, qualquer contacto com água — seja ao tomar banho, nadar em piscinas ou no mar, ou mesmo ficar encharcada pela chuva — desencadeava os sintomas no prazo de 20 minutos. A urticária e a vermelhidão desapareciam espontaneamente entre 30 a 60 minutos, sem necessidade de tratamento. Curiosamente, o suor ou as lágrimas não provocavam reação.

De acordo com a Live Science, a urticária é habitualmente desencadeada por alergénios que entram no corpo, provocando a libertação de histamina e a consequente reação imunitária. No caso desta jovem, não havia historial familiar de urticária inexplicada e não surgiam outros sintomas típicos de alergias, como tonturas, falta de ar ou pieira.

Exames laboratoriais ao sangue e à urina mostraram valores normais, e apesar de a adolescente ter alergias conhecidas a pó, coelhos e gatos, estas não coincidiam com os episódios provocados pela água.

Após várias avaliações, os médicos diagnosticaram a paciente com urticária aquagénica, uma alergia extremamente rara à água. Para controlar os sintomas, foi prescrita uma dose diária do anti-histamínico cetirizina, que atua na urticária e noutros sintomas alérgicos como comichão e espirros.

Numa consulta de seguimento oito meses depois, a adolescente afirmou que os sintomas só reapareciam caso falhasse uma dose do medicamento. Passados 14 meses, relatou conseguir levar uma vida normal, participando em atividades diárias sem restrições, desde que mantivesse a medicação.

Até hoje, apenas cerca de 100 casos de urticária aquagénica foram documentados pela ciência. A causa da condição continua desconhecida, mas tende a surgir no início da puberdade e afeta mais frequentemente mulheres do que homens, conforme destaca a Live Science.

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