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Coimbra

Jovem pontapeado por dois colegas em Coimbra

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Um aluno, com 15 anos, da Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, foi agredido a pontapé por outros dois, depois de uma confusão causada por um jogo de futebol. O rapaz teve de ser hospitalizado. A Polícia de Segurança Pública (PSP) foi chamada ao local. 

A agressão ocorreu na semana passada no campo de futebol do estabelecimento escolar, durante o intervalo para almoço. Pouco passava das 14:00 quando a mãe do estudante agredido, que frequenta o 8º ano, recebeu uma chamada do filho. “Estava muito alterado, com uma visível alteração emocional, referiu ter sido pontapeado pelo corpo todo e sistematicamente na cabeça”, contou ao Notícias de Coimbra a mulher, sem querer ser identificada. Pediu para que chamasse uma funcionário e que fosse alertado o 112 e entretanto dirigiu-se à escola. “Quando cheguei ele estava prostrado, pálido, suado, com queixas de cefaleias, com edemas e feridas abertas na região occipital e parietal do crânio, com queixas evidentes nos membros inferiores que lhe alteravam visivelmente a marcha”, relata.

A progenitora ficou ainda “mais alarmada” com a situação quando outros alunos contaram que os dois agressores, ambos um ano mais velhos, terão dito ao filho: “temos facas na mochila e vamos-te matar e vamos matar estes todos”. Decidiu então chamar a PSP que acabou por revistar as mochilas dos dois alunos não se tendo confirmado a existência de quaisquer armas, apurou o NDC junto de fonte policial.

Já na presença da mãe, o rapaz começou a apresentar “tonturas e dores de cabeça mais graves” e foi transportado para o Hospital Pediátrico de Coimbra onde se confirmou ter um traumatismo cranioencefálico, embora ligeiro, descreve a mãe, sustentada nos relatórios médicos. Segundo a encarregada de educação, a entrada na unidade hospitalar aconteceu “cerca de duas horas depois” da agressão, o que a leva a lamentar a “falta de apoio imediato por parte da escola”.

Ao Notícias de Coimbra, a diretora da Escola Secundária José Falcão confirmou a situação que “lamenta profundamente”, contando que foi “aberto um processo disciplinar com o objetivo de averiguar o que aconteceu e responsabilizar os envolvidos”. Isabel Amoroso acrescenta que a direção já fez um pedido de desculpas à mãe e ao aluno e que houve uma reunião para se discutir como se poderão mitigar este tipo de situações, frisando que o estabelecimento escolar não vai permitir que situações deste género se repitam.

A mãe confirma o pedido de desculpas, mas exige “medidas novas, de prevenção de agressões e vigilância mais apertada”, sugerindo ainda que os funcionários passem a ter “formação em primeiros socorros”.

O adolescente teve alta do hospital no próprio dia e foi entretanto observado no Instituto de Medicina Legal de Coimbra. “Tem receio de voltar à escola e ansiedade”, refere a mãe.

A PSP disse ao NDC que a agressão se tratou de um “ato isolado” que está a ser acompanhado pelo Núcleo de Intervenção Precoce da Escola Segura. 

 

 

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