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João Paulo Domingues é o candidato do Chega à Figueira da Foz

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A aposta no turismo gastronómico o ano inteiro e a redução da derrama às empresas são algumas das propostas de João Paulo Domingues, 48 anos, candidato do Chega à Câmara da Figueira da Foz nas eleições de 26 de setembro.

Em declarações à agência Lusa, o empresário da área da hotelaria e serviços, residente há 20 anos em Gatões – localidade do concelho de Montemor-o-Velho que faz fronteira, a leste, com aquele município litoral do distrito de Coimbra – diz ter aceitado o “desafio” de concorrer à Câmara Municipal, argumentando que, na Figueira da Foz, “apesar de existirem bastantes militantes” do Chega, o partido (que concorre pela primeira vez às autárquicas) “estava com dificuldade de identificar alguém a 100% para número um” da lista camarária.

Uma das propostas de João Paulo Domingues dirige-se ao turismo, e, mais concretamente, ao turismo gastronómico: “Queremos apostar num turismo de qualidade, numa gastronomia forte. Temos o arroz, as lampreias, tanta coisa do mar, as conservas, é tanta a riqueza que temos que dá azo a termos aqui um turismo sustentável, não só três ou quatro meses, mas um turismo gastronómico para o ano inteiro”.

Por outro lado, o empresário lembra que a Figueira da Foz fica na área de influência da Escola de Hotelaria de Coimbra, “uma das grandes escolas” do país, mas sustenta que os jovens que de lá saem “e vão estagiar no verão na Figueira vão tapar buracos e colmatar a falta de pessoal que há para o trabalho sazonal”.

“Queremos que os profissionais de hotelaria consigam fixar, de facto, esta mão-de-obra de qualidade na Figueira da Foz”, acrescenta o candidato do Chega.

Apoiar as coletividades e as empresas, “baixar a derrama às grandes empresas, dando-lhes condições para continuarem a trabalhar” são também objetivos de João Paulo Domingues. Outras propostas passam por “atrair mais empresas e renovar o parque industrial”, mas também olhar para a barra do porto da Figueira da Foz, “que é uma tragédia, aquela entrada”, e tentar “melhorá-la”.

Na área do planeamento urbanístico, “que foi um bocadinho descurado” no passado, o candidato sugere optar por “outro tipo de regras e outras fórmulas”, considerando ainda “muito importante” o apoio à educação e ao setor social no concelho.

A ambição assumida de João Paulo Domingues não é a de ganhar a Câmara Municipal, mas sim que “os candidatos ‘de peso’”, aqueles que concorrem tendo em vista a vitória nas eleições de 26 de setembro, cumpram o seu programa eleitoral.

“O Santana [Lopes], o [Pedro] Machado ou o [Carlos] Monteiro, um dos três vai ganhar. O que eu quero é que cumpram o programa eleitoral deles, e cá estaremos para tomar conta”, afirma João Paulo Domingues.

O executivo municipal da Figueira da Foz é liderado pelo PS (seis mandatos) contra três do PSD, sendo que o partido retirou a confiança política a dois dos seus vereadores.

O atual presidente Carlos Monteiro – que, em 2019, substituiu no cargo João Ataíde, que foi para o Governo, vindo a falecer a 2020, quando era deputado – candidata-se pelo PS, enquanto o PSD aposta em Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

Pedro Santana Lopes, que presidiu à autarquia da Figueira da Foz entre 1998 e 2001, eleito pelo PSD, é de novo candidato, desta vez pelo movimento independente Figueira A Primeira.

O CDS-PP candidata Miguel Mattos Chaves (uma repetição da candidatura de 2017), a CDU aposta no oficial de justiça Bernardo Reis, uma estreia em candidaturas à Câmara Municipal, e Rui Curado Silva (BE), tenta, pela terceira vez, ser eleito.

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