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Política

João Oliveira afirma que “contas certas” da CDU são com o povo e não são as mesmas do PS

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O dirigente comunista João Oliveira defendeu hoje que o país “não está condenado à política do vira o disco e toca ao mesmo” e que a CDU também é “pelas com certas”, mas com a população.

“O país não está condenado à bipolarização da alternância sem alternativa. Não está condenado à política do vira o disco e toda a mesmo, num tom acima ou noutro tom abaixo”, disse João Oliveira, durante um comício em Santiago do Cacém, na campanha eleitoral para as legislativas de 30 de janeiro.

A CDU percorreu o distrito de Setúbal no sexto dia de campanha eleitoral. Há dois anos, a coligação elegeu três deputados e em 2021 continuou como a força política dominante neste distrito no plano autárquico.

E em Santiago do Cacém, um dos bastiões neste distrito, o membro da Comissão Política do Comité Central do PCP apropriou-se da expressão “contas certas” que o secretário-geral do PS, António Costa, usava como argumento para descartar as propostas apresentadas pelos comunistas.

“Sempre que se trata de resolver problemas dos trabalhadores e do povo, PS e PSD atiram com as preocupações com as contas certas, mas o que falta para resolver os problemas do povo sobra sempre para apoiar os senhores do grande capital financeiro (…). Nós também somos pelas contas certas, mas pelas contas certas com o povo e com o país, e não com os banqueiros”, sustentou.

As críticas ao PSD entraram na campanha da CDU, depois de uma semana em que os comunistas apontaram a António Costa e ao PS. Depois de sugerir que PS e PSD têm um “acordo tácito”, João Oliveira considerou hoje que o presidente social-democrata, Rui Rio, “já se ofereceu para dar a mão” a António Costa. Para o dirigente do PCP, os socialistas estão mais preocupados com uma futura convergência com o PSD do que com a CDU.

A pouco mais de uma semana para as eleições legislativas, João Oliveira pediu confiança na CDU. Pediu com tanta vontade que ficou sem voz: “Confiem na CD… Falhou-me agora a voz, mas isto vale a pena repetir. Confiem na CDU!”.

João Oliveira está a substituir o secretário-geral do PCP até ao início da próxima semana, enquanto Jerónimo de Sousa está a recuperar de uma cirurgia de urgência à carótida interna esquerda a que foi submetido em 13 de janeiro.

A campanha eleitoral da CDU começou por ser dividida com João Ferreira e o partido previa que o antigo eurodeputado comunista assumisse por inteiro a agenda do secretário-geral, enquanto João Oliveira prosseguiria com a campanha pelo distrito de Évora, por onde volta a ser o cabeça de lista.

No entanto, João Ferreira contraiu a covid-19 no início da semana e teve de abandonar a ‘volta’ da CDU.

Nas legislativas de 2019, a Coligação Democrática Unitária (CDU) – que integra o PCP, o PEV e a Associação Intervenção Democrática – elegeu 12 deputados (dez do PCP e dois do PEV) e obteve 6,33% dos votos, ou seja, 332.473 votos (de um total de 5.251.064 votantes), menos 113.507 do que em 2015, de acordo com o Ministério da Administração Interna (MAI).

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