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Justiça

João Galamba diz que não mentiu ao país e “o comunicado é 100% válido”

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O ministro das Infraestruturas garantiu hoje, dia 18 de maio, que não mentiu ao país e que o comunicado a informar que a ex-CEO da TAP manifestou interesse em participar na reunião preparatória do grupo parlamentar do PS, em janeiro, “é 100% válido”.

“Eu não menti ao país, o comunicado é 100% válido”, afirmou João Galamba, na comissão de inquérito à TAP, questionado pelo deputado Pedro Filipe Soares, do BE, sobre um comunicado enviado pelo ministério após o conhecimento público de uma reunião preparatória do grupo parlamentar do PS com a ex-presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, em 17 de janeiro, véspera da sua audição na comissão parlamentar de Economia.

Naquele comunicado, o ministério referia que a então CEO manifestou interesse em participar na reunião preparatória e que o ministro disse que podia ir.

Mais tarde, em conferência de imprensa no dia 29 de abril, João Galamba disse que tinha tido uma outra reunião, em 16 de janeiro, com Christine Ourmières-Widener, onde lhe falou da reunião que ia acontecer no dia seguinte.

“A única coisa que disse foi: ‘a CEO manifestou o desejo e pediram-me para ir à reunião e eu autorizei’. Depois o tema mudou, depois o tema mudou para ‘como soube da reunião?’”, apontou o governante. “Se eu quisesse esconder ao país não tinha sido eu a contar ao país”, sublinhou o ministro.

João Galamba considerou que aquele tipo de reuniões são normais, habitualmente com membros do Governo, porque os temas discutidos são políticos.

“Penso que terá participado em reuniões preparatórias quando apoiou o Governo do PS”, disse Galamba ao deputado Pedro Filipe Soares, que repudiou a ideia de o BE ter participado em qualquer reunião do género, pedindo que ficasse registado em ata.

O ministro das Infraestruturas disse que “não tinha nenhuma informação relevante a dar, manipular ou distorcer” sobre a indemnização paga a Alexandra Reis à então presidente executiva, que disse estar “muito nervosa” com a ida ao parlamento, “pela simples razão” de “nada” ter tido a ver “com esse passo”.

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