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Coimbra

Jantares de Natal estão a ser cancelados nos restaurantes de Coimbra (com vídeos)

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As novas medidas de controlo da pandemia, que entraram hoje em vigor com o decreto do Estado de Calamidade, e a subida do número de casos de Covid-19 estão a levar ao cancelamento de muitos jantares de Natal. Os restaurantes de Coimbra tentam (re)adaptar-se às restrições mas já sentem as reservas a diminuir. 

O mês de dezembro costuma ser “forte” para a restauração com jantares de Natal a encherem as mesas, mas este ano, o dia 1 significou mais um passo atrás para os empresários da restauração. As restrições para quem quer almoçar ou jantar fora começaram às 00:00 desta quarta-feira, com o regresso da obrigatoriedade de apresentação de certificado digital em restaurantes e hotéis. A medida, e o crescente número de casos de infeção nas últimas semanas, assim como a nova variante Omícron, levam a cancelamentos de encontros de grupo, mesmo que as novas regras não imponham limites quanto ao número de pessoas.

“Os clientes começam a recusar algumas mesas com maior número de pessoas, já temos várias reservas canceladas”, disse ao NDC Pedro Ventura, do restaurante D. Duarte II. “Na cidade há muita gente ligada à saúde, e mesmo os que já estão reformados faziam convívios, e agora têm algumas cautelas e vão cancelado”, adiantou.

“A restauração está a ser fustigada”, afiança João Liberato, do restaurante Napolitano. “Normalmente a um feriado a casa estaria completamente cheia e hoje está a notar-se resistência do cliente em sair”. Também aqui algumas reservas foram canceladas e os pedidos não têm sido tantos como o habitual para o mês de Natal. “Nós fazemos tudo o que podemos, desinfetamos tudo, cumprimos as regras que nos impõem. Cumprimos tudo, mas de há dois anos para cá estamos a ser castigados”, assegura o empresário.

No livro de reservas do restaurante Virabrasa, na zona do Vale das Flores, o cenário é o mesmo. “Tivemos vários cancelamentos. É um risco para todos e conter os contactos é importantíssimo”, considera Elvira Dias, que concorda com o apertar das medidas.

Neste primeiro dia em que voltou a ser obrigatório apresentar certificado de vacinação para quem se quiser sentar à mesa de um restaurante, as várias casas tiveram de se reorganizar. Por volta das 13:00, no restaurante Napolitano, João Liberato não tinha mãos a medir. Pedia os certificados antes de encaminhar os clientes para as mesas. “As pessoas estão um bocado contrariadas”, referiu ao NDC, dando conta “de alguns erros de funcionamento na aplicação” para obtenção dos certificados digitais.

“É preciso ter alguém à porta para controlar os documentos”, sublinha Pedro Ventura. “Há sempre gente que não está totalmente de acordo, precisamos de perder algum tempo com a identificação”, pormenoriza. Para Elvira Dias, o transtorno é compensado em segurança. “É uma boa medida. Vale a pena para todos, é uma medida que protege toda a gente inclusive quem trabalha”, sustenta a empresária que tem também um serviço de take-away que viu crescer durante a pandemia.

A reportagem NDC encontrou hoje à hora de almoço pequenas filas de clientes, a maioria já com certificado digital ou em papel na mão, e pronto a apresentar. “Não tenho nada contra, já tinha o certificado é só apresentá-lo”, comentou Graça Areias, cliente do restaurante D. Duarte II, que espera que as novas medidas “ofereçam alguma proteção”. A mesma opinião partilha António Branco ” embora ache que não é isso que vai resolver o problema”. Para este cliente do Virabrasa esta é “uma solução mínima para o que tem que acontecer”, já que defende “o encerramento das escolas” e considera que as crianças “são os principais transmissores”.

Com a entrada em vigor do Estado de Calamidade, o acesso a restaurantes fica assim limitado à apresentação do certificado, mas esta medida não abrange cafés, pastelarias, snack-bares e esplanadas.

Veja o direto NDC no restaurante Napolitano:

Veja o direto NDC no restaurante D. Duarte II:

Veja o direto NDC no restaurante Virabrasa:

Veja o direto com Graça Areias após apresentação do certificado de vacinação:

Veja o direto  NDC com António Branco, que defende o encerramento das escolas:

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