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Coimbra

Jaime Ramos vai de Metro Mondego para A13

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 O Movimento Cívico de Coimbra, Góis, Lousã e Miranda do Corvo vai debater hoje à noite o pedido de isenção de portagens na Autoestrada 13, entre Coimbra e Miranda do Corvo, até à conclusão do ramal ferroviário da Lousã.

A centenária linha da Lousã foi desativada há quase quatro anos, estando concluída, no âmbito do projeto Metro Mondego, parte das empreitadas entre Alto de São João (Coimbra) e Serpins (Lousã), correspondentes à Linha Verde, primeira fase do Metro Mondego (MM), que foram interrompidas há cerca de dois anos após um investimento de cerca de 140 milhões de euros.

O projeto Metro Mondego, inserido no Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), contempla a instalação de um metro ligeiro de superfície do tipo “tram-train” – com capacidade para circular nos eixos ferroviários, urbanos, suburbanos e regionais – na cidade de Coimbra e no Ramal da Lousã, onde as obras foram iniciadas mas estão interrompidas.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz do movimento, Jaime Ramos, adiantou que a isenção de portagens na A13 é uma das propostas a discutir na reunião de hoje à noite, no Centro Social Comunitário de Miranda do Corvo, na qual serão definidas formas de luta a favor do ramal ferroviário da Lousã e do projeto Metro Mondego.

“Até à ligação sobre carris entre Serpins (Lousã)/Coimbra estar concluída, como o Estado destruiu o ramal da Lousã, deve conceder às pessoas residentes em Coimbra, Lousã e Miranda isenção de pagamento de portagens na A13 no troço Coimbra/Chão de Lamas (Miranda)”, sublinhou.

Na reunião, vai ser também discutida a forma de intervenção do movimento nas eleições europeias de 25 de maio, que, segundo Jaime Ramos, pode passar pelo apelo “à abstenção, boicotes ou outras formas”.

A conclusão do Ramal da Lousã não foi incluída na lista dos 30 investimentos prioritários. O relatório elaborado por um grupo de trabalho apontava a necessidade de se “estudar, de forma racional e objetiva, outras soluções, que permitam reduzir significativamente o volume de investimento e custos de funcionamento e que ofereçam resposta adequada às necessidades de mobilidade das populações e melhor enquadrada no volume de procura”.

Na última reunião, realizada a 14 de abril, o Movimento Cívico defendeu que “as Câmaras de Coimbra, Miranda e Lousã deviam “tomar uma posição conjunta e, como sócias da empresa Metro Mondego, definir com a administração da empresa e o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, a verba mínima necessária a este investimento, retirando todas as despesas que forem supérfluas”.

Exortou ainda o PS e os restantes partidos da oposição a exigir, na Assembleia da República, que o Governo inclua o projeto nas candidaturas para financiamento da União Europeia, numa atitude que devia ser “seguida pelo PSD e CDS”.

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