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Já há nome proposto para o cargo de diretor do Convento São Francisco em Coimbra

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 24-02-2026

 O júri do concurso para programador do Convento São Francisco em Coimbra propôs, por unanimidade, atribuir o cargo ao antigo diretor do Teatro Oficina de Guimarães Mickael de Oliveira, mas município ainda não tomou decisão, que será “comunicada brevemente”.

A proposta de adjudicação e relatório preliminar, a que a agência Lusa teve acesso, foi assinada pelo júri no início de fevereiro, propondo que Mickael de Oliveira assuma o cargo de programador do Convento São Francisco, numa prestação de serviços de três anos, por um valor global de 108 mil euros.

Questionada pela agência Lusa sobre se a Câmara de Coimbra iria avançar com a proposta de adjudicação, a vereadora da Cultura, Margarida Mendes da Silva (PS/Livre/PAN), apenas referiu que “a decisão será comunicada brevemente”, sem esclarecer que decisão será essa.

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O concurso foi lançado há praticamente um ano e o Convento São Francisco está sem programador há mais de dois anos.

Mickael de Oliveira fundou, em 2009, com John Romão, o Colectivo 84, foi diretor adjunto do Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, entre 2011 e 2015, assumiu o cargo de diretor artístico do Teatro Oficina de Guimarães entre 2023 e 2024 e é diretor do Festival Encontros de Novas Dramaturgias Contemporâneas.

De acordo com o relatório preliminar, Mickael de Oliveira teve uma pontuação global no concurso de 83,75, ficando à frente de outros três concorrentes.

Nos quatro subfatores analisados quanto à proposta de projeto apresentada, Mickael de Oliveira obteve excelente em dois dos critérios (compromisso com serviço público e com política cultural de Coimbra e estratégia de programação com sinergias) e muito bom nos outros dois (inserção no território e responsabilidade social e ambiental da proposta).

O júri concluiu que a estratégia artística apresentada pelo candidato é “claramente estruturada, coerente e plenamente afirmada, assente numa visão curatorial sólida e distintiva, que articula de forma integrada criação, programação, pensamento crítico e mediação cultural”.

“A qualidade artística da proposta [de Mickael de Oliveira] é muito elevada, evidenciando uma aposta consistente na criação contemporânea, em projetos de autor e em redes de referência nacional e internacional”, referiu o júri, elogiando os cruzamentos propostos e a diversidade e inclusão como “dimensões estruturantes e plenamente integradas” do projeto cultural apresentado.

O júri reconhece ainda que o antigo diretor do Teatro Oficina mostra bom conhecimento do ecossistema cultural local e que revela “uma compreensão aprofundada e integrada do seu papel social, cívico e cultural, bem como da responsabilidade associada à sua missão institucional”.

“O alinhamento com a visão estratégica do Convento São Francisco é claramente afirmado e plenamente integrado, apresentando uma leitura contemporânea e ambiciosa do equipamento enquanto espaço de criação, pensamento crítico e participação”, salientou o júri.

Caso a adjudicação se concretize, esta será a primeira vez que o programador daquele equipamento cultural inaugurado em 2016 será escolhido por concurso público, que foi lançado pelo anterior executivo, com maioria de coligação liderada pelo PSD.

Quer no mandato de 2021 a 2025, quer no mandato de 2017 a 2021 (de maioria PS), o município optou por recorrer a opções internas ou a ajustes diretos para a programação daquele espaço cultural.

O Convento São Francisco está sem programador efetivo desde 2023, sendo a programação assegurada desde então por dirigentes municipais.

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