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Isolamento e respostas na saúde dominam debate sobre envelhecimento em Coimbra

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O isolamento e a insuficiência das respostas na área da saúde para os idosos que regressam a casa após internamento hospitalar foram realçados hoje pelos oradores de um debate realizado em Coimbra.

“Há ainda muita gente analfabeta e em situação de isolamento”, afirmou a professora reformada Maria do Rosário Gama, salientando que o problema atinge os idosos nas zonas remotas do mundo rural, mas também os que vivem nos grandes centros urbanos.

A ex-presidente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) lembrou que, atualmente, pelo menos 40 mil idosos “estão a viver isolados” em Portugal, além de que a maioria deles aufere “pensões muito baixas”, inferiores ao salário mínimo nacional.

O número de pessoas idosas “que vive em condições precárias”, ao nível da habitação, cuidados de saúde e apoio social continua a ser elevado, lamentou.

Na sua opinião, as juntas de freguesias poderão atenuar alguns destes problemas, contribuindo, designadamente, para “agilizar procedimentos para que as pessoas vejam minoradas as situações de isolamento”.

Maria do Rosário Gama intervinha no 7.º Congresso “Envelhecimento ativo e Saudável”, que decorreu hoje em Coimbra, no Convento São Francisco, numa mesa redonda subordinada ao tema “Inovação para a integração de cuidados”, moderada pelo jornalista Bento Rodrigues.

Por sua vez, a médica Sofia Duque, especialista em Medicina Interna, alertou que os idosos, em geral, vivem “uma dramática mudança quando chegam aos hospitais”, para tratamento ou internamento.

Frequentemente, espera-os “um problema quando regressam a casa”, sem terem apoio de outras pessoas “para cozinhar, entrar na banheira ou mesmo ir à casa de banho”.

Nos casos em que, após terem alta, “ficam mais tempo nos hospitais” por falta de familiares que os possam acolher, estão sujeitos a novos problemas de saúde “que podem até ser fatais” para eles, afirmou Sofia Duque.

“Na área dos cuidados de saúde primários, nós temos uma responsabilidade especial” para com estes pacientes, defendeu, por seu turno, Fernando Gomes da Costa.

Especialista em Medicina Geral e Familiar, este médico sublinhou a necessidade de “detetar a doença nos seus primórdios”.

“As pessoas cada vez mais procuram cuidados de saúde e os recursos não são suficientes”, no Serviço Nacional de Saúde, alertou Fernando Gomes da Costa.

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