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ISEC promove papel da engenharia no combate ao desperdício de água

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O colóquio “A água num planeta em crise” vai identificar formas para, através da engenharia, preservar a água e evitar que se torne um “recurso crítico para a humanidade, já em 2040”. Mário Velindro, presidente do ISEC, afirma que é “nossa obrigação contribuir para resolver um problema que põe em causa a sobrevivência humana, e usar as novas tecnologias para combater o esbanjamento de água!”.

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra – ISEC vai mostrar como a engenharia pode combater a crescente escassez de água doce, a nível global, e travar o desperdício de água nas cidades – sem afetar a saúde nem o conforto das populações. O colóquio “A água num planeta em crise” irá realizar-se no ISEC, dia 27 de maio, para debater a crise hídrica – provocada pelas alterações climáticas, pelo aumento da população e pela poluição – e apresentar soluções para o reaproveitamento da água e para a implementação de sistemas hídricos eficientes (ver cartaz em anexo).

“A engenharia tem um papel essencial para mitigar a crise hídrica global. No ISEC temos uma forte preocupação em capacitar os nossos estudantes para o desenvolvimento de equipamentos que consumam cada vez menos água – como torneiras e válvulas de descarga inteligentes, ou chuveiros com temporizador”, afirma Mário Velindro, presidente do ISEC. “É nossa obrigação contribuir para resolver um problema que põe em causa a sobrevivência humana, e usar as novas tecnologias para combater o esbanjamento de água!”.

O colóquio “A água num planeta em crise” será organizado pelo ISEC, no âmbito da economia circular e do reaproveitamento de recursos no tecido urbano. O instituto dispõe de uma licenciatura em Gestão Sustentável das Cidades e foi pioneiro na aplicação de um sistema de monitorização da rede de distribuição de água – nas suas instalações, com mais de 50 mil metros quadrados – tornando-se num laboratório vivo, preparado para detetar qualquer fuga ou anomalia no sistema, em tempo real, e evitando o desperdício de água.

O Presidente da Região Centro da Ordem dos Engenheiros, Silva Afonso, irá participar no colóquio para defender uma das “três vias possíveis que há para combater o desperdício de água: a via económica – que pressupõe o aumento do preço da água –, a social – por meio da sensibilização de pessoas para este problema –, e a via técnica – através da qual a engenharia civil e a ambiental, por exemplo, podem contribuir para o desenvolvimento e a implementação de técnicas e estratégias para o uso eficiente da água, em especial no setor urbano”.

De acordo com Silva Afonso, “Portugal foi percursor – a nível europeu e até mundial – na conceção de medidas para o aumento da eficiência hídrica em edifícios. Mas a falta de implementação pelo Estado fez com que, só agora, passadas quase duas décadas, o país tivesse iniciado a sua execução”. O Presidente da Região Centro considera que o debate sobre esta matéria é “um forte contributo para a sensibilização da sociedade civil sobre um dilema que se está a avolumar e que, já nas próximas décadas – com as alterações climáticas, o aumento da população e da poluição –, poderá vir a fazer da água um recurso crítico em muitas partes do planeta, incluindo Portugal”.

Aumentar a capacidade de conservação de água potável está entre as possíveis contribuições da engenharia para a minimização da crise hídrica global, segundo Silva Afonso, assim como o “aproveitamento de novas fontes alternativas de água, de acordo com as características de cada região, como a dessalinização da água do mar nas zonas costeiras ou a reutilização da água no meio urbano”.

O colóquio “A água num planeta em crise” contará ainda com a intervenção do juiz conselheiro José Santos Cabral, sob o mote “Água – fonte da vida”, que irá alertar para a “a relevância de refletir sobre um tema nuclear para o nosso futuro coletivo. Sendo um bem essencial, a água é igualmente um bem escasso, de cuja gestão cuidada depende o próprio futuro da humanidade”, afirma. “No essencial apenas 0,007% da água do planeta está disponível para abastecer e alimentar os seus sete mil milhões de pessoas e, já em 2030, a procura global de água será superior à oferta em 40%”.  

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