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Ensino

IPC aprova reafetação orçamental criticada por ISCAC

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O Conselho Geral do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) aprovou ao final da tarde de hoje a proposta de reafetação orçamental de parte do saldo acumulado do Instituto de Contabilidade, que pondera sair da instituição.

Em reunião, o Conselho Geral do IPC, composto pela direção do Politécnico, presidentes das seis escolas que compõem a instituição e representante dos estudantes e do pessoal não docente, aprovou a reafetação de 473 mil euros do saldo acumulado do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) para a criação de uma cantina.

Manuel Castelo Branco, presidente do ISCAC, tinha contestado a proposta ao início da tarde, em conferência de imprensa, informando que houve “um corte de relações institucionais com o presidente do Politécnico”, Rui Antunes, devido à reafetação orçamental.

“O presidente do IPC vai roubar cerca de 500 mil euros dos 1,5 milhões de euros de saldo do ISCAC para fazer uma cantina fora do espaço do instituto”, na Escola Agrária, também pertencente ao Politécnico, considerando que este “tem tratado de forma injusta” a sua unidade de ensino.

Manuel Castelo Branco esperava, ao início da tarde, que o Conselho Geral fosse “sensível à situação e reprovasse a proposta”, frisando que, “caso o comportamento desleal por parte do presidente do Politécnico persista”, irá ponderar a saída do IPC.

Rui Antunes explicou que a criação da cantina “é feita a 200 metros das instalações do ISCAC”, considerando a reafetação das verbas “perfeitamente normal”, por a cantina “servir a população das duas escolas”, sendo os alunos do Instituto de Contabilidade “o dobro dos da Escola Agrária”.

“A reafetação vai ser feita”, afirmou à agência Lusa, não encontrando “qualquer razão para não o fazer”.

As cantinas do IPC “estão muito degradadas e há problemas na qualidade do serviço”, sublinhou, considerando a proposta uma medida que visa “reforçar o apoio social” do instituto e beneficiar os estudantes.

Para o presidente do Politécnico de Coimbra, “é inaceitável” a utilização “indevida da imprensa por parte do presidente do ISCAC para tentar influenciar a vida interna de uma instituição”.

“Há questões bem mais importantes para resolver, como criar condições de prestação social dignas”, frisou, recusando as críticas de tratamento injusto.

“Somos todos subfinanciados. Mas isso tem que ver com a situação do país e com as políticas do Governo”, concluiu.

De acordo com dados apresentados por Manuel Castelo Branco, o Instituto de Contabilidade de Coimbra é o que tem um financiamento por aluno menor das seis escolas e institutos que compõem o Politécnico e a receita proveniente do Orçamento do Estado apenas representa 63% das despesas com pessoal, sendo “a percentagem mais baixa das seis instituições”.

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