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Investigadores protestam em Coimbra contra “cegueira institucional” da reitoria

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Docentes e investigadores concentraram-se hoje junto à Porta Férrea da Universidade de Coimbra para reclamar estabilidade e criticar a “cegueira institucional” da reitoria, que tem negado requerimentos para a regularização dos trabalhadores.

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Por entre a mais de meia centena de docentes e investigadores que hoje se concentraram em Coimbra, surgiam cartazes “contra a precariedade” e a exigir a “regularização”, onde se podia ler “Não nos roubem o futuro”, “Basta de horários ilegais” e “O vínculo não é um luxo”.

O vice-presidente da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), João Ferreira, disse durante o protesto que o reitor da Universidade de Coimbra “não tem o mínimo de respeito pelas pessoas que trabalham” naquela instituição.

No âmbito do programa de regularização de precários no Estado (PREVPAP) há 414 requerimentos na Universidade de Coimbra, sendo que dos cerca de 200 já analisados nenhum foi deferido, de acordo com dados da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Segundo João Ferreira, o facto de a universidade não aceitar os mais de 400 casos daquela instituição como necessidades permanentes apenas pode ser explicado “por cegueira institucional ou desonestidade intelectual”.

Após a concentração, os docentes e investigadores presentes aprovaram uma moção, por unanimidade, que foi entregue à reitoria.

Nessa moção, critica-se que a equipa reitoral da Universidade de Coimbra recuse regularizar os seus funcionários, “a pretexto do impacto financeiro que a regularização dos vínculos” teria.

“Os docentes, investigadores, bolseiros e pessoal técnico-administrativo exigem ao Governo, reitores e presidentes dos politécnicos a vinculação destes milhares de trabalhadores através do PREVPAP”, lê-se no documento.

Durante a concentração, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, recordou que “o reitor [da Universidade de Coimbra] tem emprego para a vida e bem. O problema é achar que os outros não o podem ter”.

“Isso não é aceitável”, defendeu.

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